É fácil matar?

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   Pergunta um pouco sugestiva, não acham? Pois bem, no título da obra da Rainha do Crime, Agatha Christie esta frase não é uma pergunta e sim, uma afirmação.
   Durante o livro há diálogos em que muitas vezes, os personagens se fazem esta pergunta: "É fácil matar?", talvez você inocente leitor que nunca viu sequer um atropelamento de um rato no trânsito pode achar que matar, de fato pode ser algo bem difícil, mas lendo este livro sua opinião vai mudar - tenho certeza disso.
   Então, vamos à história Tudo começa quando um ex-policial aposentado chamado Luke Fitzwillian, senta-se ao lado de uma senhora do trem, que se chama sra. Pinkerton. A tal senhora estava disposta a ir até a Scotland Yard - para quem não sabe a Scotland Yard é a sede central ou o quartel general da polícia Metropolitana de Londres - para realizar uma denúncia contra um assassino em série que vivia nas bandas de Wychwood-under-Ashe, região no qual a sra. também habitava. Ela disse que precisava impedir que mais um assassinato acontecesse. Luke não acreditou em nada que a sra. disse, ele simplesmente achou que ela estava sofrendo daqueles problemas que muitos idosos sofrem - de inventar coisas sem cabimento.
   Num certo dia, Luke lê o jornal e descobre que a sra. Pinkerton havia sido atropelada, logo depois que ela havia desembarcado do trem. E a pessoa que ela havia citado que corria perigo, também estava havia falecido. Foi nesse exato momento que Luke sentiu que havia algo estranho. Sim, havia um assassino em série Wychwood e ele iria desvendar sua identidade.
   Luke vai para a casa onde mora a prima de um amigo seu - a Bridget, uma jovem esperta e bonita que era funcionária, mas em breve futura esposa de Lord Whitfield. Lord no qual era um senhor velho, barrigudo, que se vangloriava por ter vindo de uma família pobre e com o esforço de seu trabalho se tornou alguém extremamente rico, dono de praticamente todas as propriedades daquela cidade.
   História vai e história vem, Luke começa a fazer sua investigação. É importante abrirmos um pequeno parenteses na nossa história, comparando a personalidade do nosso ex-policial Luke com os outros detetives da Rainha do Crime, tais como Hercule Poirot e Miss Marple. Luke é um personagem que não tem muita cautela em suas investigações, na verdade, ele se arriscava muito em seus questionamentos. E não se preocupava nem um pouco se estava correndo risco de vida ou se estava revelando seus segredos para a pessoa errada.
   Já Hercule Poirot e Miss Marple traziam dentro de si um profundo conhecimento da natureza humana, onde não eram necessários grandes interrogatórios. Um olhar, uma dedução, uma ligação de pequenos indícios eram capazes de fazer com que estes dois mitos descobrissem o criminoso.
É importante nós delinearmos a personalidade destes personagens para você, que irá ler a história pela primeira vez, entenda que o texto é escrito de forma bem diferente, pois se tratam de personagens distintos.
   Mesmo estando rodeado de mortes e assassinatos, a obra traz um tom de comédia, principalmente em algumas frases de Luke e da própria Bridget. Nesse processo todo de descobrir o autor dos assassinatos, o ex-policial se apaixona pela jovem Bridget, que lhe corresponde, mesmo de um jeito estranho e diferente dos habituais - o que torna a história uma das mais incríveis da Agatha Christie que já li. E o assassino claro, é uma das pessoas mais improváveis do mundo que eu não irei contar, pois tenho plena confiança que você irá ler muito em breve.
   Fiz questão de separar alguns trechos nos quais achei profundamente ricos de genialidade, algo totalmente Agatha Christie de ser:

"Sr. Abbot: Possíveis indícios contra ele. (Sinto que um advogado é definitivamente uma pessoa suspeita. Possivelmente preconceito.) Sua personalidade, vistosa, cordial, etc., com certeza seria suspeito num livro - sempre suspeite de homens cordiais e sem cerimônias. Objeção: isto não é um livro e sim a vida real." 

"'Sempre achei que alguns assassinatos em série seriam benefícios à comunidade - disse Luke - Um chato do clube, por exemplo, deveria ser exterminado com um conhaque envenenado.' "

"O bom e velho sentimentalismo vindo à tona de novo, pensou Luke. O macho protetor! Florescendo na era vitoriana, fortalecendo-se na eduardiana e ainda mostrando sinais de vida, a despeito do que o nosso amigo Lord Whitfield chamaria de correria violenta da vida moderna!"

"'Meu caro companheiro! A sanidade é a mais inacreditável das chatices. É preciso ser louco ... deliciosamente louco ... pervertido ... ligeiramente depravado ... aí você vê a vida sob um ângulo novo e arrebatador.'"

"'Elementar, meu caro Watson.'" (fazendo uma referência à Sherlock Holmes).

" 'Você quer casar comigo?' , 'Quero.', 'Por que você mudou de ideia?', 'Eu não sei. Você me diz coisas tão monstruosas, mas parece que eu gosto.'"

" 'Todo o homem deveria ter tias. Elas ilustram o triunfo da intuição sobre a lógica. É reservado às tias saber que o sr. A é um trapaceiro porque se parece com um mordomo desonesto que tiveram certa vez.'"

 "'Gostar é mais importante do que amar. É o que dura. Quero que dure o que existe entre nós, Luke. '"

   Li esta obra na edição de bolso da LP&M Pocket, edição na qual tenho vários livros na minha coleção da Agatha Christie.
   Se eu recomendo esta obra? Obviamente que sim!

Primeiro dia de aula: O ano começa e os sonhos esquisitos também

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Eu venci a segunda-feira!
  Por mais que eu já esteja no segundo ano de sua faculdade, ainda assim, sinto um certo "frio na barriga", quando iniciam as aulas. E hoje foi mais um dia daqueles.
   Rumo à capital, sem congestionamento, um executivo lotado, com o fone de ouvido falhando, eis que reflito a respeito de toda a minha vida, dos meus sonhos, do que irei encontrar pela frente e principalmente aonde vou chegar com este sonho de TI.
   Mas enfim, Porto Alegre continua a mesma, um cidade que se reconstrói depois de praticamente um furacão e ônibus novos, sim, coletivos por deveras agradáveis aos olhos - eu gosto de cores vivas. E a faculdade também, as reformas não ocorreram e os colegas com seus semblantes calmos, felizes e repletos de esperança para que este ano seja melhor que o outro. A aula foi bem interessante, o professor bem divertido (beauty), as atividades interessantes, o que me levou a ir até a biblioteca locar um livro sobre a disciplina.
   Porém nada na minha vida é normal. Algo muito estranho aconteceu na noite de ontem. Eu adormeci bem cedo (22h) e não faço a mínima ideia como fui capaz de pesadelos tão estranhos e jamais cogitados em minha cabeça. Já ouvi falar em alguns estudos que falam que nós sonhamos, aquilo que talvez tenhamos imaginado em nossa mente. Mas aqueles pesadelos com certeza foram uma grande sopa que a minha mente fez com todas as informações que continham nela.
   Primeiramente sonhei que estava em um carro com a minha melhor amiga, e por sinal quem era a minha melhor amiga no sonhos? Nada mais, nada menos que Miley Cyrus. De todas as pessoas do universo, por que ela? Nunca mais ouvi sequer as suas músicas, o que me levou a pensar nela? Nós falávamos sobre a vida, parecíamos estar em um Fusca, que por sinal, eu pilotava.
   Segundo sonho - que foi um verdadeiro pesadelo, dos mais horrendos possíveis - eu sonhei que estava sendo assediada pelo governador do estado. ECA! Por que cargas d'água eu sonhei que esta criatura estava querendo de aproveitar de mim? OMG ... isso é estranho demais.
   Depois que eu acordei, realmente, se acontecesse mais alguma coisa ruim era bem provável que eu tivesse sido levada para uma terapia de urgência, pois aquilo foi assustador. Mas aí veio um dia normal, onde pude me surpreender com as coisas boas. E por isso, por mais que eu tenha tido aquele pesadelo horrível, posso afirmar que venci está segunda-feira!

Coisas que acontecem comigo: Season 19

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Assim como o professor Lockhart de "Harry Potter e a Câmara Secreta" que tentava ser um professor criativo soltando diabretes na sala de aula.
   Eu gostaria de ter anotado todas as situações inusitadas que passei ao longo destas dezenove temporadas da série que se chama vida. Mas infelizmente, durante muitos anos dela me mantive calada em relação aos fatos estranhos que ocorriam. E hoje, resolvi falar abertamente a respeito disso ...
   É um caso de agressão? Ou quem sabe fantasmas? Ou eu fui convidada para estudar em Hogwarts, talvez? Nada disso. Como eu já falei anteriormente, sempre fui a diferentona das situações, mas desta vez eu fui apenas uma grande espectadora de uma cena demasiadamente inusitada.
   Vamos aos fatos: Sábado a tarde eu estava entrando na igreja - pois eu estava reunida com o grupo de jovens - e eis que de repente vejo um senhor me acenar. Olho com mais calma, penso e repenso "Quem é aquele senhor? Ah, sim, meu professor de história do ensino médio" e fui até lá cumprimentá-lo.
   Antes de desenrolar o restante do acontecimento, quero falar a respeito deste meu professor. Como eu sempre digo que fui aquela menina das humanas perdida nas exatas, na escola sempre gostei muito de história, por isso eu criava amizade facilmente com os professores que lecionavam esta disciplina. E este professor por sinal, me avaliou com uma nota muito baixa, no primeiro trimestre que ele entrou na escola - todos os alunos tiraram notas baixas, pois ele não tinha tido tempo para passar todo o conteúdo ... a long history - mas mesmo assim não deixei de gostar dele.
   Ele é um professor que sabe bastante, mas não consegue explicar para os demais alunos. Pois eles simplesmente não o respeitam. As aulas dele sempre eram com grandes dificuldades na comunicação aluno e professor que por fim, o levava a desistir de ensinar e passava apenas um trabalho de pesquisa através da Internet. Mas ele não era um mau professor, afinal, nós (meus amigos e eu), sempre ficávamos no final da aula para que ele explicasse o conteúdo, e ele o fazia primorosamente, comprovando a sua dedicação para com os alunos que REALMENTE estavam dispostos a aprender. E por esses motivos sempre tive um grande carinho e respeito por esse educador que, é vítima de uma sociedade fria e calculista, onde os pais não são capazes de sequer educar os próprios filhos (protestos contra a sociedade, sempre eu).
   Mas continuando a contar o fato, o encontrei na porta central da igreja com dois rapazes que traziam consigo três modelos diferentes de Drones  - para quem não sabe, Drone é um veículo aéreo não motorizado, do tamanho de um avião infantil e no caso os que meu professor estava testando continham câmeras que se conectavam pelo celular através da tecnologia Bluetooth - e o que ele me disse? Ele me disse que estava querendo fazer imagens internas da igreja e que pretendia comprar um. E eu, ficando mais curiosa por aquela tecnologia continuei a fazer perguntas para o educador e ele me disse que estava interessado em usar em suas aulas.
   Bom, vocês imaginem ao final do dia qual foi minha reação ao imaginar tantas coisas diferentonas acontecerem num mesmo local e no mesmo ambiente: (PROFESSOR + PROFESSOR DE HISTÓRIA + AQUELE ESPECÍFICO PROFESSOR + DRONES + IGREJA + DEPOIS DE TRÊS ANOS QUE NÃO O VIA + USAR EM SALA DE AULA).
   Simplesmente, acho uma grande lástima os alunos não valorizarem um professor que se esforça tanto para estimular os alunos e que se arrisca a manusear um Drone dentro de uma igreja estilo barroco e tombada como patrimônio histórico nacional na qual, poderia ocorrer um acidente enorme se o equipamento resolvesse falhar e atingisse alguma coisa.
   Mas pude dar umas boas risadas ao pensar nessa combinação de professor de história + Drones.


Quando o peso da idade pesa sobre você

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No final do ano eu faço vinte anos - mas já sinto-me como seu eu tivesse vinte - e por mais que você pense que ainda estou na flor da idade, ocorreram situações/fatos/consequências (como você achar melhor) que fizeram com que eu percebesse que estou ficando velha.
Assim como Dorian Gray que começou a chorar desesperadamente por saber que um dia ficaria velho, eis que uma noite me deparo com o simples fato de que faltam dez anos para eu fazer trinta, o que me levou às lágrimas também.
Por mais que você possa achar que isto é uma grande neura produzida pela minha cabeça, há situações que comprovam que sim, desde que 2016 começou, meu processo de amadurecimento resolveu dizer "adeus" e deu lugar ao processo de envelhecimento.
Primeiramente comecei a perceber que meu óculos parecia estar fraco, fui ao oftalmo e após 5 anos de uso de óculos com apenas o olho direito sofrendo de Estigmatismo, descubro que esquerdo está começando a sofrer do mesmo problema.
Segundo, quando um garoto de quinze anos, que tudo indica que está dando em cima de você descobre que você tem vinte anos e te olha com uma cara de decepcionado: "Tu já está na faculdade? Jurava que tu tinha quinze anos." , "Pois é, tenho 19, faço 20 este ano." Ou seja, não há máquinas no tempo para voltar aos quinze anos.
Aquela época mágica onde eu tinha disposição para fazer exercícios físicos, pentear o cabelo e sair por aí com os amigos, literalmente passou e hoje me encontro num sedentarismo e um propensão a se tornar uma mulher depressiva. Uma das únicas jovens da rua que estão solteiras e que fica trancada dentro de casa.
E os dias se vão, me sentindo uma grande velha, vendo a vida passar pela janela repleta de cortinas. Sentada em minha cadeira de balanço, escrevendo em meu blog, pegando meu gato obeso no colo e lamentando pelo tempo estar passando. Sim, só faltam quarenta anos para chegar nos sessenta. Está cada vez mais perto ... e mais e mais e mais ...

O encontro com aquela que me ensinou a gostar de livros

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Bom meus caros leitores, fazia alguns dias que eu não escrevia nada por aqui pelo simples fato de ocorrerem momentos em que eu fico com uma certa "fobia" de escrever. Quero explicar um pouco melhor sobre isso, esta minha "fobia", se trata de um profundo medo de escrever alguma besteira, de escrever algo extremamente ruim e sem sentido, com erros de ortografia tão graves que pudessem acabar com a minha promissora carreira que ainda não começou. Mas enfim, como toda a neura que vem repentinamente, vai embora da mesma forma.
Neste último Sábado, na Missa, tive o profundo prazer de encontrar uma das pessoas que mais me incentivaram a gostar de literatura: a bibliotecária da minha escola no ensino fundamental. Considero como a minha primeira bibliotecária, porque as demais eu jamais lembro e ela com certeza, mais que uma funcionária da biblioteca, fui capaz de criar para com ela uma grande amizade.
Ela reservava livros que no ponto de vista dela eu poderia gostar e eu realmente gostava. Ela me contava histórias de sua vida, conversávamos, falávamos da vida e conseguia perceber nela um grande amor por aquele trabalho fundamental para qualquer lugar onde se deseja espelhar o conhecimento.
Quando a encontrei na igreja, pensei que ela não iria me reconhecer -  afinal, já faz mais de três anos que concluí o ensino médio e mais de 7 anos que ela se aposentou - mas alegremente ela disse: "Eu jamais ia esquecer essa carinha linda!" e depois nós lamentamos o fato da biblioteca da escola estar fechada por falta de funcionários e pensamos na esperança de que alguém pudesse abri-la para levar um pouco de cultura para aquele lugar.
E se hoje eu sou uma jovem que gosta de devorar livros e que realmente valoriza uma obra literária foi porque conheci pessoas como essas, que tem amor pelo seu trabalho, que incentivam os jovens e que acreditam no potencial de cada um.



O Mágico de Oz: um conto infantil que agrada todas as idades

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  Resolvi deixar de uma vez por todas o meu preconceito com livros cuja origem não sejam inglesas. Por isso, resolvi entrar de cabeça neste conto infantil americano, chamado "O Mágico de Oz". E após o fim da leitura o que eu pude me questionar? Me perguntei incessantemente: "Por que meus pais nunca me deram este livro? Por que privar uma criança de ler tal conto?"
   No Brasil, conhecido como "O Mágico de Oz" de Lyman Frank Baum, tem seu nome original "The Wonderful Wizard of Oz" ou seja, "O Maravilhoso Feiticeiro de Oz". Conta a história da pequena Dorothy, que mora no Kansas com sua tia Em e seu tio Henry e por causa de um ciclone, ela é transportada, juntamente com seu cachorro Totó e sua própria casa  - pasmem - para o Terra de Oz.
   Lá, ela conhece vários amigos, como o Lenhador de Lata, o Espantalho e o Leão Covarde. Todos eles levavam consigo o mesmo objetivo: realizar seus sonhos. O sonho de Dorothy era voltar para o Kansas, o do Lenhador de Lata ter um coração, o do Espantalho ter um cérebro e do Leão Covarde ter coragem. E por isso eles foram à procura do famoso mágico Oz que, por indicação da Bruxa Boa do Norte, ele iria conseguir realizar os seus desejos. Durante o caminho eles passam diversas dificuldades, medos e provações. E quando chegam até o grande Oz, o que eles descobrem? Descobrem que ele é na verdade, um grande impostor! Isso mesmo, Oz era um grande ilusionista e tinha ido parar na "Cidade das Esmeraldas" através de um balão que havia voado muito alto e caído ali. Ao longo da história Dorothy e seus amigos enfrentam a Bruxa Má do Oeste e conseguem matá-la. Além de, no fim da história irem ao encontro da Bruxa Boa do Sul.
(O final, obviamente não irei contar porque creio que quem não leu ainda terá a oportunidade de ler)
   Mas o mais interessante de tudo isso - e eu que nem gosto de críticas políticas - é que o livro carregava dentro de si uma crítica política e é considerado por Henry M. Littlefield uma alegoria ao Movimento Populista, ocorrido nos Estados Unidos no fim do século XIX.
   A obra foi lançada em 1900 e teve mais treze livros à respeito da Terra de Oz escritos pelo próprio L. Frank e mais diversas histórias com a mesma temática escrita por outros autores. A obra teve adaptação para o cinema e o teatro.
Enquanto os irmãos Grimm escreviam histórias com intuito de fazer as crianças se conscientizarem dos perigos da rua, Lyman Frank Baum "escrevia para crianças, mas nunca de modo infantil", assim como diz na apresentação do livro.
   Tive a oportunidade de ler na edição Bolso de Luxo da editora Zahar, que contém as incríveis ilustrações de seu parceiro Denslow, nas quais foram consideradas inovadoras para a época.

Se eu recomendo a obra? Obviamente que sim!

As Memórias de Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle

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  Com toda esta maratona literária tive a oportunidade de ler "As Memórias de Sherlock Holmes", uma obra que assassinou todo o meu preconceito contra best-sellers e fez com que eu conhecesse a personalidade de um dos detetives mais famosos do mundo literário e do cinema.
   "As Memórias de Sherlock Holmes" com certeza, é um livro destinado àqueles já leram toda a obra de Sherlock. Mas todos sabem que comigo as coisas sempre são diferentes, comecei pelo último livro. A obra contém doze casos do detetive ao lado do seu grande amigo Dr. Watson.
   Dentre os casos podemos destacar "A Caixa de Papelão" no qual uma senhora que aparentemente tinha uma vida pacata e tranquila, recebe pelo correio uma caixa com duas orelhas (destacando que as orelhas eram de pessoas diferentes). Além de "O Tratado Naval" que foi um caso em de importância mundial no qual Holmes teve a sua participação. E por último "O Problema Final", caso no qual culminou a morte do incrível detetive.
   Enquanto Dr. Watson, o biógrafo oficial de Sherlock Holmes, relata estes casos, podemos absorver alguns traços da personalidade singular deste detetive. E quero trazer para vocês alguns fragmentos onde  podemos claramente delinear algumas características dele:

"Exceto pelo uso de cocaína, não tinha vícios, e só recorria à droga como um protesto contra a monotonia da existência quando os casos eram escassos e os jornais desinteressantes." *

" 'Nunca fui um sujeito sociável, Watson, sempre gostando de ficar sossegado nos meus aposentos, desenvolvendo meus próprios metodozinhos de pensamento, de modo que jamais convivi muito com meus colegas' " *

"Durante meu longo e íntimo relacionamento com Mr. Sherlock Holmes eu nunca o ouvira fazer menção a seus parentes e quase nunca a sua infância. Essa reticência de sua parte fazia-me vê-lo ainda mais como uma criatura um tanto desumana, até que passei a encará-lo como um fenômeno isolado, um cérebro sem coração, tão deficiente em comiseração humana quanto bem-dotado de inteligência. Sua aversão às mulheres e indisposição para fazer novas amizades ..." *

" 'Meu caro Watson', disse, 'não posso concordar com aqueles que incluem a modéstia entre as virtudes. Para o homem lógico, todas as coisas deveriam ser exatamente como são, e subestimar a si mesmo é trair a verdade tanto quanto exagerar os próprios méritos. Portanto, quando digo que Mycroft tem mais capacidade de observação que eu, fique certo de que estou dizendo a verdade exata e literal.' " *
* (Conan Doyle, Arthur. As Memórias de Sherlock Holmes. Edição Bolso de Luxo. Editora Zahar)

   Interessante destacar que nesta edição Bolso de Luxo da editora Zahar, podemos encontrar em torno de cinquenta figuras, retiradas da Strand Magazine de 1892. Por isso, vale muito à pena a adquirir esta edição.
   E este livro foi capaz de fazer com que eu me encantasse com a personalidade de Sherlock. Afinal, senti uma ponta de identificação, na qual não pude negar. O estilo anti social, a sinceridade, a capacidade de fazer uma leitura da personalidade de cada pessoa, tornam Sherlock, um personagem próximo do leitor. Quando terminei de ler senti uma extrema vontade de ler todas as obras de Arthur relacionada ao personagem e assistir aos filmes, pois realmente eu fiquei anos achando que os livros eram ruins sem conhecê-los de fato. Me senti uma estúpida por ter tido um preconceito literário tão infundado.

Se eu recomendo esta obra? Obviamente que sim.

Agatha Christie's Poirot: A série

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Esta é a inesquecível imagem de abertura da série.
   Como muitos de vocês sabem (ou devem saber) eu sou uma fã assídua da autora britânica Agatha Christie. E um dos seus mais famosos personagens é o detetive belga, com um bigode por deveras interessante chamado Hercule Poirot.

   Nas minhas pesquisinhas incessantes em busca de uma atração televisiva de qualidade, encontrei a série "Agatha Christie's Poirot", que conta alguns casos intrigantes que o detetive investiga.
   Ao lado do seu sócio e amigo capitão Hastings, os dois investigam diversos casos de assassinato, sequestro, entre tantas outros mistérios que um detetive investiga. A série tem uma dose de comédia, principalmente quando o capitão Hastings age de forma atrapalhada, sendo alvo de alguma piada por parte de Poirot.

David Sunchet, considerado o melhor intérprete de Poirot
   Ao pesquisar um pouco mais sobre a série, descobri que ela foi lançada em 1989 e durante sua gravação, ocorreram grandes períodos de interrupção entre uma temporada e outra. A atração teve um total de treze temporadas, tendo sua última exibida em 2013.
   David Sunchet que interpreta o detetive belga na série foi indicado pela própria família de Agatha para realizar o papel. E segundo críticos a interpretação de David Sunchet é a mais precisa, ou seja, que consegue ir mais ao encontro do que os livros da autora descrevem. E sem sombra de dúvida, quando assistimos a série e depois disso lemos algum livro com o personagem, temos a visão bem clara da imagem de David Sunchet.
   Esta é uma boa dica de série para você que está em busca de uma nova atração para assistir. Inclusive, afirmo com muita certeza que as séries que nasceram nos anos 80 e 90 foram as melhores séries até hoje exibidas. Grandes atrações como "Law & Order", "Law & Order: SVU", surgiram nestas décadas e até hoje são recorde em audiência.



Carnaval, calor e fim de férias

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Bom, como todo o ano em meus antigos blogs eu fazia um post falando sobre isso, desta vez não será diferente. Mas como em todo o ano eu falo as mesmas coisas, desta vez quero tentar abordar algo sociologicamente diferenciado, desbravando um outro aspecto da sociedade. Blá-blá-blá Whiskas sachê ... vamos ao que interessa.
"Carnaval: momento de alegria, curtição (pois ainda há pessoas que falam isso!), sexo, drogas, samba, axé, ninguém é de ninguém, beijos ....". Isto é o que a sociedade intitula de Carnaval.
"Carnaval: um final de semana quente que eu utilizarei para cuidar dos meus gatos e ler meus livros". Isto é o que eu intitulo de Carnaval.
A sociedade tem suas várias formas de celebrar as festas e por mais que eu tenha gastado durante anos da minha vida muita energia escrevendo textos criticando toda esta cultura que na minha opinião é promíscua, simplesmente cansei de falar do assunto. Para mim pouco importa o que as pessoas fazem ou deixam de fazer. Não me importo. Não sou assim e não quero que me obriguem a pensar diferente (this is it!).
Mas quero explorar algo que até agora não havia explorado. O Facebook ... Ah querido Facebook, como habitam em você pessoas patéticas ... pessoas demasiadamente cansativas ... que querem mudar o mundo com suas palavras, com seu Português pobre, com suas hashtags inadequadas e com sua vontade de infestar o mundo com idiotices.
Nesta semana de Carnaval encontramos muitas coisas na rede social, algumas delas são:
  • "Eu sou brasileiro, não, eu não gosto de Carnaval" - suas camisetas do Red Hot Chili Peppers já são o suficiente para entender que você não gosta de Carnaval. Eu também não gosto, mas não fará diferença se eu postar isso no Facebook ou não. As pessoas já te odeiam por ser quem você é, não adianta querer que mais alguém odeie você por isso.
  • "Carnaval na praia" - "Ah sim, estou molhando minhas banhas na praia", caríssimo, não precisa atualizar seus status o tempo todo dizendo que está na praia x ou na y. Todos nós sabemos que você está na praia, pois ultimamente não está tirando selfies no banheiro da sua casa.
  • "O bloco de programador é no bloco de notas" - Como eu estudo TI, curto muitas páginas da área na rede social. Mas nessa semana me bateu uma grande vontade de descurti-las. Pois essa é a piada mais antiga e sem graça de todas. Se você vive a vida como um otário programando até nas férias, eu não, pois isso já é um fardo enorme ao longo do ano, quiçá nas férias. 
   E nesta onda de calor nada é melhor do que uma boa sombra. Mas o grande problema é quando você é a pessoa mais branca do universo (não sou loira, mas sou a menina de cabelos negros com as pernas mais brancas do mundo).  Se eu me bronzear no sol, o que ocorrerá é que não ficarei bronzeada, e sim, uma espécie de Seu Sirigueijo brasileiro. Mas o pior de tudo é ouvir as reclamações da minha mãe a respeito, "por que temos que passar por isso?", "será que eu sobrevivo a mais um dia?". É claro que vamos sobreviver, não vivemos na África, temos água potável e não é tão terrível assim como ela diz. Se a gente não reclamar, as coisas ficam bem mais fáceis.
   E como tudo que é bom dura pouco, as minhas férias estão acabando. Logo, logo começará toda aquela rotina de faculdade e por um instante eu agradeço a Deus, pois lá tem ar-condicionado à minha disposição a manhã inteira. E a minha esperança de que após o Carnaval, minha ex-chefe me chame para uma entrevista (assim como haviam me prometido, pois eu não esqueci daquela memorável ligação) para que eu possa realmente planejar meu ano de uma forma digna, sem ser rotulada como a menina de vinte anos desempregada. E claro, terei que conversar com o pe. sobre o grupo de jovens e terei que lidar com todas as tentativas de sabotagem que ocorreram comigo também ... mas nada disso irá me abalar. "Sempre em frente ... não temos tempo a perder ...".

E essas são os assuntos de hoje! Beijos de luz e até mais!

O Tempo e o Vento - Parte 1 - O continente volume 1

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Neste início de mês, deixei um pouco de lado os clássicos da literatura inglesa e resolvi desbravar uma história que é bem próxima do meu cotidiano. Um romance que inclusive fala da minha cidade, Viamão e que me fez despertar um grande interesse pela história do estado do Rio Grande do Sul. Eu estou falando de "O tempo e o vento" de Erico Verissímo, no qual ficou conhecida nacionalmente. 

Primeiro, gostaria de contar o que me levou a ler este livro. Uma boa recomendação da vlogueira Tati Feltrin e também por perceber que não poderia ficar em uma "redoma de livros estrangeiros" (principalmente ingleses), por isso resolvi me desafiar.
Ao iniciar minha pesquisa prévia sobre o livro - porque acredito que todas as pessoas que queiram ler algo desconhecido façam o mesmo -  descobri que "O tempo e o vento" é uma trilogia, na qual cada uma tem dois volumes.
A primeira parte da trilogia é "O Continente" e o que li foi o volume 1 (irei ler o volume 2 em breve e claro, falarei sobre ele com vocês). "O Continente" foi publicado em 1949 e o período em que se passa a história é de 1745 a 1895.
 O romance conta a história das famílias Terra e Cambará em meio a guerras, revoluções e muitas tristezas, que ao longo dos anos fazem com que elas se encontrem. O livro desperta um grande interesse por parte do leitor em conhecer melhor a história do Rio Grande do Sul. Erico Veríssimo disse que quando escreveu o romance, pensou em utilizar este cenário, pois a forma como os livros didáticos explicavam a história do estado não era nada interessante.
Um personagem que ao meu ver foi bem marcante, é o capitão Rodrigo Cambará. O capitão é um daqueles personagens que quanto mais você conhece, mais nojo e repúdio você tem. Muito diferente de outros personagens nos quais já havia visto, Rodrigo era um homem infiel, vivia torcendo para que houvesse outra guerra, deixou a mulher com a filha doente para jogar com os amigos, não gostava de trabalhar e tratava as mulheres como um objeto. Bom, não podemos dizer que ele era uma pessoa totalmente ruim, pois ele tinha suas qualidades, por mais que fossem poucas, ele tinha. Ele era contra a escravidão e odiava ver animais serem agredidos.
Mas voltando ao contexto geral, a história é muito boa. Traz fatos que realmente aconteceram, fala das reduções jesuíticas, dos Sete Povos da Missões, dos índios, da Revolução Farroupilha, sobre a fundação da Igreja Nossa Senhora da Conceição em Viamão e outros tantos fatos de grande importância na história do estado. Tenho certeza que os outros volumes me surpreenderão ainda mais e agora me tornei uma grande admiradora de Erico Veríssimo. Recomendo a todos vocês que entrem neste itinerário de leitura, pois, assim que eu arranjar um emprego, quero ter a versão física destes livros.

Se eu recomendo esta obra? Obviamente que sim.




Das grandes expectativas dos cinema em 2016

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Desde que o sol começou a raiar em 2016, diante de todas as minhas crises existenciais, choros, alegrias, euforias, uma das grandes expectativas que me fizeram levantar para mais um dia foi saber que há uma lista magnífica de filmes que serão lançados neste ano.
Sim, este ano é aquele que ficará na história por filmes incríveis que serão lançados. E este será o ano em que eu irei no cinema e não esperarei pela disponibilidade dos amigos, tampouco esperar conseguir um namorado para me acompanhar, pois eu entrarei na lista das "meninas solteiras que vão ao cinema sozinhas" e me orgulho disso.
E continuando a falar sobre os filmes deste ano, dois deles me chamaram muito a atenção. E já aviso de antemão às pessoas que zelam pela minha presença nos locais que "nada neste mundo irá me impedir de ir ver estes filmes nas suas estreias". E lá vamos nós para falarmos deles:


Como Eu Era Antes de Você - Para quem não sabe este filme será uma adaptação do livro de Jojo Moyes, que inclusive falei aqui no blog a respeito deste drama, que é bem triste por sinal, mas é um romance maravilhoso e pelo que eu vi nos stills, o rapaz de interpreta o protagonista é lindíssimo! Com certeza, ficarei plantada na fila para assistir este filme. Monto uma barraca se for preciso. Outro detalhe importante é que eu chorei assistindo ao trailer ou seja, vamos levar muitos lenços de papel.







 
O Bebê de Bridget Jones - OMG! "Babaquices emocionais", "Merdaa", "Mark Darcy" ... são essas as palavras que preciso ouvir de Bridget. Com certeza, esta personagem - que também é de uma trilogia - se tornou uma espécie de mito, pois ela consegue captar um pouquinho da personalidade de cada mulher. Pois ao mesmo tempo que você se identifica com muitas coisas em Bridget, mas há aqueles em que você não se identifica em nada. O enredo desse filme não será baseado no terceiro livro da série, "Bridget Jones: louca pelo garoto" . E o mais legal de tudo é que Collin-perfeito-Firth estará no filme. Nesse longa levarei minhas amigas comigo, daremos muitas risadas e será um dos dias mais marcantes do ano.



Que venha 2016 e que eu possa curtir muito estas estreias!

Ricki and The Flash: De Volta para Casa

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Num estilo bem diferente de  Mamma MiaMeryl Streep solta sua voz novamente.

Quando você pensa que Meryl Streep não vai mais surpreender você, eis que ela vem e faz uma atuação fantástica como essas. E o que eu posso dizer? Que tudo foi IM-PE-CÁ-VEL!!!
Ricki é uma mulher de muita personalidade que à noite canta em uma banda de rock chamada The Flash e durante o dia trabalha como caixa em um supermercado.

Desde sempre determinada a ir em busca de seus sonhos, quando jovem, saiu de sua casa - deixando os três filhos e o marido (com intuito de voltar) - rumo a sua ascensão como cantora em Hollywood. Porém, quando ela voltou, já havia passado um bom tempo e seu marido já estava na companhia de outra mulher.
Ricki passou muitos anos afastada dos  filhos até que ela foi chamada pelo seu ex-marido, para passar uns dias com a filha, que havia se divorciado - e que não queria comer, tentou suicídio e não tomava banho há dias - e por isso a rockeira volta ao convívio da sua família.

Lá ela percebe que perdeu muita coisa e por mais que ela tentasse recuperar o tempo perdido isso era muito difícil. Ela perdeu a adolescência de seus filhos, a ida deles para a faculdade e tantos outros momentos. Ela mesmo constatou que não era uma mãe "tradicional", por isso não seria uma sogra tradicional.
No longa também temos o enlace de Ricki com Greg (um cinquentão inteiraço), o guitarrista de sua banda que passa por uma situação parecida, onde seus filhos não tem muita estima por ele.
Por se tratar de uma banda de rock, Meryl canta grandes sucessos do rock, um deles por exemplo é Drift Away dos Rolling Stones no qual gosto muito (amoo, por sinal).

O filme tem um quê de comédia, mas também trata de grandes feridas familiares que continuamente ocorrem no mundo inteiro. É importante nós refletirmos até que ponto o tempo pode nos favorecer ou nos prejudicar. Querendo ou não, Ricki perdeu a confiança de seus filhos por causa do tempo em que passou longe e será muito difícil recuperar uma relação como essas de uma forma plena.
E para esse Carnaval, ao invés de você ficar assistindo estas futilidades obscenas que a TV está mostrando, tenha a bondade de assistir a este filme incrível, engraçado, dramático e com músicas sublimes.




Persuasão de Jane Austen

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Nesta semana tive a oportunidade de receber este livro por intermédio de uma amiga e quero falar um pouquinho para vocês a respeito desse romance inglês.
É importante saberem que no início de Janeiro li a obra Orgulho e Preconceito que é da mesma autora e pude constar algumas diferenças entre elas. A primeira diferença é que Orgulho e Preconceito foi a primeira obra de Jane Austen, ou seja ela tinha em torno vinte anos se não me engano – não quero estar falando uma grande besteira literária aqui – e Persuasão foi a última obra da autora, ou seja, ela tinha quase quarenta anos.
Orgulho e Preconceito tem todo aquele fervor de uma paixão adolescente e Persuasão tem um cenário de um amor calmo, que espera, que aguarda e que é incessante. As obras são verdadeiros reflexos da fase em que autora viveu e isso é o que torna tudo tão interessante.
Persuasão tem como personagem destaque a jovem Anne Elliot. Ela tem duas irmãs Elizabeth, a irmã mais velha e Mary, a irmã mais nova. Quando elas eram adolescentes, foram abaladas por uma grande fatalidade em sua família: perderam sua mãe, que muitos diziam, parecer-se muito com Anne tanto na personalidade como na aparência.
Depois de toda essa fatalidade, as meninas contaram com um apoio maternal de uma grande amiga que sua falecida mãe, a amável Lady Russel. Elas também tinham a presença do pai o sr. Elliot que tinha uma visível preferência pela filha mais velha, Elizabeth.
Anne tinha um comportamento bem diferente de suas irmãs, pois, ela valorizava muito as pessoas intelectuais, que não eram fúteis e não se preocupava muito com certos costumes que a sociedade impuseram nas pessoas. Por esse motivo, ela não era muito bem tratada em sua casa.
Lady Russel tinha um carinho muito grande por Anne e isso era recíproco. Sem dúvida, Anne era a sua favorita e a jovem ouvia muito os conselhos da senhora. Quando Anne tinha cerca de vinte anos, ela conheceu um oficial chamado Frederick Wentworth, no qual se apaixonou profundamente. O jovem a pediu em casamento e ela estava inclinada a aceitar, porém a jovem foi fortemente persuadida pela amiga Lady Russel e a sua família – que achava que com Frederick ela não teria futuro, pois ele não era muito afortunado – e por isso, Anne acabou não aceitando o pedido, o que provocou muita dor e muitos anos de sofrimento.
Isso ocasionou a mudança de Frederick  da região e seguir em seus trabalhos na Marinha o que levou-o a um êxito profissional. Anne continuou em sua casa e passaram-se oito anos, até que o destino faz com que ela encontre  Frederick Wentworth, já como capitão e sua paixão por ele se reacende.
Após eles se encontrarem muitas dúvidas surgem na cabeça de Anne, principalmente em relação aos sentimentos do capitão e os de si mesma. É uma história que nos faz refletir muito sobre o tempo e o amor, que não importa quantos anos você está longe de alguém que ama, pois o sentimento é imutável.
A obra mostra um aspecto diferente do que ocorria naquela época. Normalmente as meninas se casavam muito jovens – cerca de dezesseis anos até os vinte e dois – e Anne acabou se casando mais tarde, com cerca de vinte e sete anos.
Se eu recomendo esta obra? Obviamente que sim.

Mês Orgulho e Preconceito

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Elizabeth e Mr Darcy
No mês de Janeiro tive o deleite de conhecer uma autora que foi inclusive, comparada com Shakespeare por alguns críticos literários. Eu estou falando de Jane Austen. E é sobre uma das obras mais famosas dela que irei falar hoje.
Com toda essa maratona de leitura que estou realizando durante as férias, tive a oportunidade de ler o livro "O diário de Bridget Jones" de Hellen Fielding, e talvez poucos saibam que, neste livro a personagem Bridget é uma grande fã da série  e do livro "Orgulho e Preconceito". E muito dizem que o livro "O diário de Bridget Jones" é uma espécie de releitura de "Orgulho e Preconceito". Sendo impulsionada por todos esses fatores, resolvi embarcar na história da família Bennet, na qual pude dar boas risadas e desfrutar de um romance que dificilmente veremos ocorrer nos dias atuais.

Mr. Collins: um ser com comentários demasiadamente inconvenientes.
Orgulho e Preconceito conta a história da família Bennet. Um casal de suas cinco filhas. A protagonista da história é Elizabeth Bennet que tem uma personalidade singular e que mostra ter muita sensatez perante as suas outras irmãs e é por isso que ela é a filha favorita do calmo Mr. Bennet. Mrs. Bennet era uma senhora deveras insensata, que tinha um certo desespero para que suas filhas se casassem, pois as jovens meninas não herdariam as terras de seu pai, nas quais viviam (naquela época quando o chefe da família não tinha nenhum herdeiro do sexo masculino, suas posses iam para as mãos de algum parente mais próximo - no caso da família Bennet, o primo Mr. Collins). Elizabeth tinha um enorme carinho por sua irmã mais velha, Jane, que era muito sensata, assim como ela. Porém, tinha um coração ingênuo e sensível demais.
O princípio de todos os romances que ocorreram com as jovens Bennet, inicia quando o jovem Mr. Bingley, juntamente com seu amigo Mr. Darcy habitam aquela região durante um curto período. O jovem Bingley se apaixona por Jane e era bem previsto que o que pedido de casamento iria ocorrer em breve. É importante frisar que a família Bennet era uma família consideravelmente pobre, ou seja, elas não teriam muitas chances de se casar com homens afortunados. Mas Mr. Bingley era um rapaz muito rico e estava encantado com Jane e o sentimento era recíproco. Em torno desse romance, temos a influência orgulhosa e pretensiosa do nosso caro Mr. Darcy que provocou grande reprovação por parte de Elizabeth. Ela e sua família não gostavam do cavalheiro que por sinal, era mais afortunado que o jovem Bingley.
Mr Darcy era uma figura intrinsecamente fechada e de pouca conversa (aparentemente aos olhos de Elizabeth). A primeira vez que chegou na região, juntamente com Bingley, fez um comentário extremamente desnecessário em relação a Elizabeth, dizendo que a moça era "tolerável", mas não bonita. Comentário no qual, a jovem acabou ouvindo e a partir disso, sua impressão em relação ao homem foi a das piores.
E diversos outros fatores culminaram para que Elizabeth tivesse os piores pensamentos a respeito de Mr Darcy. O primeiro deles foi o fato dele ter persuadido Mr Bingley a ir embora da região e abandonar a ideia de um futuro casamento com Jane e o segundo pela história contada pelo oficial Wickham, que passou sua infância juntamente com Mr. Darcy, que enfatizava o orgulho e a ganância daquele homem.
E todas estas informações chegando aos ouvidos de Elizabeth, até que ela é surpreendida pelo pedido de casamento por parte de Mr. Darcy. É nesse momento em que as coisas começam a mudar e o amor pela parte dela começa a ser construído. Aos poucos, ela vai descobrindo que Mr Darcy é um homem generoso,
Cena do filme:  Mr Darcy e Elizabeth.
que muito fez pela sua família e que o amor por ela tornou-o um homem melhor.
A obra é extremamente empolgante e traz uma pitada de humor, como nos comentários nada oportunos de Mr Collins e Lydia, a irmã caçula da família Bennet.
Assisti ao filme "Orgulho e Preconceito" de 2005 e a mini série que é de 1995 (em seis episódios). Confesso que a mini série é mais interessante que o filme, pois consegue ser mais detalhada e tem o nosso caro Colin Firth como Mr Darcy, ou seja, singularmente sublime

Se eu recomendo esta obra? Obviamente que sim.

Esperando o telefone tocar

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É tão difícil quando você fica uma semana inteira ao lado do telefone fixo e com o celular na mão verificando sua caixa de e-mail. Pois bem, estou esperando um retorno a respeito de uma proposta de emprego.
As pessoas que me não me conhecem, provavelmente iriam pensar que eu era uma daquelas meninas que ficam aguardando o cara com quem saiu na semana passada ligar. Mas não é nada disso.
Sexta-feira passada minha ex-chefe me ligou me perguntando se eu gostaria de voltar para o meu emprego antigo, com um horário que se encaixa exatamente com a minha rotina. E afirmativamente eu disse "sim" e ela disse que "encaminharia os meus dados para o RH e logo entrariam em contato comigo marcando uma entrevista", e aqui estou eu, desesperadamente, ao lado do telefone, tendo crises de depressão e me sentindo um lixo de ser humano.
Eu já tinha perdido as esperanças de conseguir um emprego este ano, principalmente voltar ao meu emprego antigo. Mas aquela ligação, aquelas simples palavras, aquilo tudo me iludiu. Me fez fantasiar tanto, a ponto de eu criar todo um planejamento anual, como fazer o tão desejado curso de inglês, a certificação em Java, a carteira de motorista e as roupas bonitas que eu iria comprar.
Essa expectativa só durou o final de semana, pois esperei a semana inteira e nenhuma ligação ou e-mail ocorreram. Vieram outras entrevistas marcadas, mas em lugares extremamente difíceis de chegar e aonde passarei a maior parte da minha vida viajando num ônibus lotado em plena escuridão da noite.
Foi decepcionante, e foi mais uma semana daquelas nas quais tive vontade de ser convidada para um viagem sem volta para outro sistema solar. Por que estas coisas acontecem? Não era necessário me ligarem para me iludir desse jeito. Eu não merecia isso, pelo menos nesse momento, não poderia ter acontecido isso.
E o que me resta agora é tentar formatar o meu HD mental e esquecer daquela ligação que fez brotar em mim vãs esperanças.

Até mais meus caríssimos!