Da reflexão à motivação

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Minha reação ao descobrir que eu era uma criança interesseira
  Diversas vezes, no meu dia-a-dia, começo a me dar conta que: "cara, eu sou uma pessoa. Uma pessoa de carne e osso, com sentimentos e com angústias. Eu existo!" (Isto me fez lembrar o grande filósofo René Descartes, com a frase "Penso, logo existo.") E por mais isto que possa ser estranho para você, caro leitor, desde a minha infância carrego estas reflexões internas (e estranhas). 
   Normalmente eu começo a pensar na vida quando estou no ônibus. Motivo: a viagem é longa e a solidão também. Este tempo que eu fico sozinha no ônibus em algumas situações auxilia, mas na maioria delas me atrapalha, pois meu cérebro é basicamente uma máquina de pensar coisas ruins e negativas.
    Na adolescência, lutamos para sermos alguém no qual não somos. Tentamos nos projetar conforme os outros querem, tentamos nos espelhar um cantor famoso, escritor ou ator. Queremos ser tudo, menos nós mesmos. E quando o tempo passa e você percebe que não se tornou aquilo que sonhava, lhe sobra duas opções: se tornar um adulto frustrado e infeliz ou um adulto que almejou um caminho alternativo na sua vida, resumindo, aceitando a si mesmo.
    E nesse aceitar a si mesmo, percebi que devo ser sincera com os meus sentimentos. Mas não só os sentimentos atuais, preciso ir mais fundo, preciso ir na minha infância e entender o porquê sou esta figura tão singular e diferenciada (não pensem que isso é um ponto positivo, pois na verdade, esta singularidade torna-se cada vez mais estranha para mim). 
    Ao rebuscar meu HD mental (que foi ativando lembranças da minha infância no momento em que o ônibus passou na frente da rua onde meu tio morava), descobri intenções de péssimo tom para uma menina da minha idade. Sim, eu era uma criança gulosa e interesseira, sou obrigada a admitir. 
    Mas vamos por partes, quero contar melhor esta história.
   Na minha infância, dos meus 2 aos 13 anos, três vezes ao ano, minha mãe, meu irmão e eu, íamos aos aniversários dos meus primos (partindo do princípio que eu ia três vezes ao ano, você já entende que eu tenho três primos). E lembro muito bem que quando chegava nesta época eu sentia uma grande empolgação, pois sim, "eu adoro aniversários", dizia eu na minha pacata "euforia". 
     Recordando um pouco mais, como era meu comportamento na ocasião? Uma criança que praticamente não se relacionava com os primos e primas devido a sua timidez, além de nenhum adulto levar suas conversas a sério pelo fato de ser uma criança e ter a voz muito fina. Analisando todo este contexto, o que me levava a gostar de participar dos aniversários?
      Neste meio tempo, comecei a lembrar do local que eu permanecia a maior parte do tempo: em torno da mesa. Sim, eu era uma criança gorda, posso lembrar disso, e a maior alegria era comer brigadeiro, risoles de frango (minha paixão até hoje), tortas maravilhosas com glacê muito doce e por fim, aquele pote com salgadinhos para levar para casa, que tinha como destinatário meu pai, porém ele sempre deixava que eu comesse um pouco. 
    Resumindo, desde a minha infância eu não vou nos aniversários pelas pessoas, e sim, pelas guloseimas. Pensei que eu tinha adquirido este péssimo hábito na fase adulta, porém, vamos ser francos: eu não tinha motivo para gostar de ir nas festas, sempre fui a excluída mesmo. Porém a comida sempre foi a motivação maior.
    Talvez esta motivação tenha ficado escondida em meio a tantas pessoas dizendo que devemos ir pelas pessoas, isso acabou sendo mascarado. Mas agora, verificando a fundo a minha vida, posso admitir: COMIDA, VOCÊ É A RAZÃO.
     Sinceridade acima de tudo minha gente. Beijos! 

Minha vida no mês de Maio e o fato das pessoas acharem que eu não devo assistir "Thirteen Reasons Why"

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    Olá meus caros leitores,
   Eu estava com demasiada saudade de vocês. Porém o que me impossibilitou de escrever durante todo este período não foi a falta de tempo, e sim o fato de eu ser extremamente exigente quanto ao local adequado para escrever. É preciso inspiração, um local estimulante, que tenha cor, vida e acima de tudo, faça brotar diversas linhas de inspiração.
   Infelizmente, por ora, tive que deixar de lado estes critérios. Tudo porque estou totalmente irritada hoje. Além da TPM (Tensão Pré-Menstrual) , o ônibus que costumo ir para a faculdade não passou, a aula de Gerência de Projetos está uma merda (estou nela agora) e estou extremamente sobrecarregada no meu estágio. O único motivo que me fez acordar esta manhã foi saber que iria para a academia. 
   Inclusive esqueci de comentar com vocês: sim, eu estou indo à academia desde de semana passada e tem sido muito bom. Por mais que eu esteja um pouco atrapalhada ainda e me sentindo um peixe fora d'água - porque na academia 85% das pessoas que frequentam são bonitas e sociáveis - tenho me saído bem e concluído com êxito o meu treino. 
   Mas antes de mais nada quero deixar bem claro para vocês que só ingressei na academia por questões de saúde, pois eu estava engordando muito e sentindo muitas dores nas pernas. E outra questão que quero prometer à vocês é que não ficarei falando sobre academia no blog pois odeio pessoas fanáticas, sinceramente isso vai totalmente contra o que eu acredito. Gosto de ir na academia, pronto, mas não gosto de falar sobre ela.
    E minha vida pessoal nestes últimos meses foi bem intensa. A primeira delas é que em Abril eu fui assaltada e isso era uma das coisas que eu mais temia. Infelizmente aconteceu e roubaram meu celular. Tive um transtorno enorme e durante umas duas semanas fiquei bem chateada com meu namorado porque inconscientemente eu culpava-o pelo fato de nós termos pegado o ônibus que ele queria - pois na verdade, eu não queria pegar o ônibus naquele local que ocorreu o assalto.
    Com o passar dos dias eu superei assim como tudo na vida se supera. Pois cada vez mais percebo que aquelas hashtags que muitos usuários do Facebook postam dizendo "#MaisUmDia" e "#MenosUmDia" fazem todo o sentido. Se você encarar a sua vida como menos um dia, as coisas se tornam mais fáceis e mais suportáveis. 
      Minhas crises de depressão ainda não passaram. Tem dias e dias. Tudo varia de como eu encaro as situações da vida. Há dias que eu transformo os problemas grandes em problemas pequenos e há outros em que eu transformo um problema mínimo em um furacão.
      Com isso, surgiu na TV ou Internet (não sei ao certo, mas em algum lugar surgiu) um boato de que a série "Thirteen Reasons Why" pode influenciar os jovens a cometerem suicídio. E com isso, meu namorado começou a se preocupar comigo achando que eu poderia me suicidar por estar assistindo a série, me deixando extremamente irritada.
       A primeira razão que me levou a extrema irritação é o fato de que conheço essa história desde os quinze anos. Li este livro na escola e por mais que fosse chocante nunca me influenciou a isso. Até porque a maior reflexão da obra é demonstrar o quanto o bullying nas escolas é mal gerenciado por parte dos professores e orientadores além de como ele pode afetar a vida do estudante. 
       E a segunda razão é o fato de que pensei em suicídio quando tinha treze anos, num período que eu não tinha tanto contato com Deus como eu tenho hoje. Por isso, ele não pode achar que eu vá fazer isso me conhecendo como ele me conhece. Mas enfim, as coisas se resolveram e ele entendeu que eu não me suicidaria por causa de uma série. 
     Do grupo de jovens resolvi me retirar totalmente e com isso, abri o jogo sobre todos os erros que achava que eles estavam cometendo e sobre como foi complicado lidar com essas diferenças durante seis anos. Diante de toda a minha argumentação eles ficaram sem palavras e acabaram não tendo coragem de me chamar de volta pois, é visível que a minha decisão não será mudada. 
    Neste momento eu estou lendo "Convite Para Um Homicídio" da Agatha Christie. Estou lendo com um pouco de lentidão pelo fato de estar envolvida com muitos trabalhos da faculdade, mas a leitura está sendo ótima. O que é de se esperar vindo desta autora. 
     Desejo para vocês uma ótima semana. Kisses!




Que merda de pessoa eu sou?

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      O tipo de pessoa que vive insatisfeita consigo mesma: essa é a melhor definição. 
    Há vários meses que não posto nada no blog. Tudo isso porque toda a vez que eu pensava em escrever parecia que a minha vida piorava no momento em que eu a colocava em palavras. Mas esse pensamento de "não postar" durou até o dia de hoje. Pois agora, mesmo que a minha vida fique mil vezes pior, eu preciso pôr para fora o que estou sentindo. Não dá mais para ficar calada. 
    Sim, eu sou bipolar. E por mais que eu tenha tentado ignorar durante muitos anos, as coisas estão se agravando. Principalmente pelo fato de eu estar muito sobrecarregada na faculdade e no estágio. Parece que todo o dia é motivo para desistir de viver e querer que aquele momento fosse nada mais nada menos que um pesadelo.
    E esse querer sonhar? O mais triste de tudo isso é que não estou mais conseguindo pensar num futuro próspero, realizando meus sonhos. Afinal, quais são os meus sonhos? Por que eu me deprecio tanto a ponto de querer desistir dos meus objetivos? 
     O ponto principal de tudo isso e que me levou a refletir muito é a seguinte questão: nós devemos almejar pessoas ou almejar objetos? Melhor explicando, nós devemos sonhar em casar, estar ao lado de alguém ou sonhar em ter uma casa própria, um carro e uma carreira próspera? São esses pontos que não consigo enxergar de forma conjunta. É como se eu fosse predestinada a ser boa profissional ou ser feliz ao lado de uma pessoa. 
     A grande loucura de tudo isso é que essa teoria fui eu que criei. Ninguém me disse que eu teria que escolher um lado. Mas com o passar dos dias, desde que o ano começou, eu sinto que me afasto cada vez mais das pessoas e só passo enfiada dentro de bibliotecas estudando, codificando e lendo - como se a razão da minha vida fosse isso. Porém, não é só isso que se baseia a minha vida, isso eu tenho plena consciência. 
     Do grupo de jovens eu já me afastei quase por completo.Parece que as pessoas de lá se tornaram estranhas para mim. Infelizmente muitos só eram "meus amigos" na época que eu era presidente. Os colegas de faculdade, bom, aqueles que eu considerava amigos, apresentaram comportamentos frios e individualistas que me decepcionaram. Mas houveram aqueles que me eu jamais havia esperado algo e que me surpreenderam de forma positiva. 
    Porém, neste ambiente acadêmico, nossos assuntos restringem-se apenas a falar sobre tecnologias, dificuldades com alguma linguagem de programação ou se metodologia. E a nossa vida pessoal acaba ficando em terceiro, quarto ou até nono plano. A única pessoa que eu consigo falar sobre a minha vida pessoal é a minha mãe, mas infelizmente o tempo que nós temos para conversar é de no máximo meia hora.
   O difícil de tudo isso é que absolutamente todas as coisas que as pessoas fazem vira motivo para que eu me sinta desprezada. Um dia que meu namorado não ligue já é motivo para eu achar que ele não gosta mais de mim. Uma vez que minha mãe não me ligue, significa que ela não se importa mais comigo. Uma vez que eu discuto com algum amigo significa que a amizade nunca mais será a mesma. Eu crio essas regras que só me levam ao sofrimento. 
    Eu sei que tem muita gente querendo trabalhar e estudar e que sim, é uma bênção eu estar tendo esta oportunidade, porém, a falta de tempo e a rotina acelerada fazem com que meus problemas psicológicos aumentem ainda mais. Às vezes penso "Por que inventei em trabalhar com TI?", porque é uma área muito estressante, mas penso que sem ela eu não seria grande parte do que sou hoje - no sentindo de ser alguém confiante e  que se sente capaz de trabalhar na profissão que escolheu. 
    Então, o que eu posso dizer de hoje é que preciso "entrar nos eixos psicológicos" e resgatar aquele velho e falso equilíbrio que eu consigo manter por no mínimo um mês.  Um mês de sanidade já basta. 
Tenham uma boa quarta-feira meus leitores. 

Diário de uma blogueira sumida

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    Agora: 00:47 do dia 24 de Janeiro de 2017.
   Humor: Tentando entender se o que estou sentindo é fome ou é asia. Enfim, tudo fica bem quando acaba o dia, o problema sempre é quando o sol de põe.
  Meus caros leitores, não farei mais uma vez aquele famoso comentário de "nossa, quanto tempo fiquei fora" porque realmente não existem mais desculpas para tamanha falta de consideração. Eu sou uma verdadeira blogueira cretina, mas infelizmente os bloqueios criativos tem acontecido com frequência na minha vida e eu acabo deixando muitos parágrafos no rascunho e nunca sou capaz de juntá-los ou terminá-los.
   Pois sim, fazem quase duas semanas que não vejo meu namorado e provavelmente só o verei na outra semana, pois ele está visitando os familiares - não farei "mimimi" que estou com saudades porque sim, de fato estou, mas sou adulta e vou saber lidar com isso sem frescura e com sanidade. 
    E o meu estágio está de alguma forma interessante, mas existem alguns aspectos que ainda não me acostumei. O primeiro deles é que eu lido com muitas pessoas - pensem em uma sala repleta de pessoas - e todos vocês que costumam ler o blog já sabem que eu sou extremamente fechada e me solto com um grupo muito seleto de pessoas. 
   O segundo aspecto que me causa estranheza é o fato de não ter nenhum chefe controlando meu horário - eu posso organizar meu horário como eu quiser. E como no meu estágio antigo qualquer coisa que eu fosse fazer eu devia avisar a minha chefe, eu ainda não me acostumei com essa mudança de hábito. Por isso, acabo criando umas regras na minha cabeça que nem sequer existem.
   O terceiro aspecto que me deixa um pouco chateada, é o fato de que eu não tenho amigos próximos. As duas estagiárias que entraram comigo tem uma amizade fantástica entre si e eu acabo sobrando. Simplesmente porque não consigo me abrir com pessoas tão rapidamente. Eu tenho amizades de 12 e 13 anos e eles sabem como eu demoro para confiar. Por isso, sei que continuarei nessa dificuldade de me relacionar com as pessoas por um bom tempo.
   Não estou sendo pessimista, apenas sou realista com o que mais conheço: a minha personalidade. Antigamente eu me cobrava muito, me sentia mal por isso, me sentia um lixo de pessoa, tentava forçar algo que eu não era. Mas depois de um tempo isso se tornou algo demasiadamente cansativo, tão exaustivo a ponto de eu não me reconhecer e depois ficar muito angustiada por ter ido contra os meus princípios - não que eu tenha muitos princípios, mas o meu maior é ser eu mesma independentemente das consequências. 
   Hoje foi uma manhã um pouco complicada. Senti uma solidão enorme e uma vontade louca de chorar. Comecei a ouvir "I Know" do Drake Bell e as lágrimas foram descendo lentamente em meu rosto. Por que eu dramatizo tanto a minha vida? Eu gosto de fazer de conta que estou na cena de um filme. Cheguei, sentei no banco da capela e ouvi uma música católica que fez com que toda aquela angústia passasse, na verdade, foi Deus que fez com que essa angústia sumisse do meu coração.
   Essa fase de adaptação ao novo trabalho está sendo difícil, é muito estranho lidar com pessoas diferentes, pessoas que não pensam como você pensa, pessoas que acham que sua vida é muito estranha, pessoas que te acham estranha. Mas tudo isso se lida, se aprende, se entende, se organiza, se ajeita. Uma hora ou outra eu vou me sentir em casa e terei gosto de acordar e ir trabalhar. Mas enquanto isso o que me resta é ter calma ... muita calma...

"I'm dead inside" finished?

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   Então meus caros leitores: finalmente eu troquei de emprego! YES!
  Significa que vocês não irão mais ler os textos da série "I'm dead inside" e também não ouvirão mais as minhas lástimas sobre trabalhar em um emprego que na verdade não era emprego - pois pouco tinha de utilidade.
  Mas antes de comemorar a minha saída repentina, eu não poderia deixar de falar sobre a minha chefe: no fundo, no fundo, ela foi bem legal comigo. Inclusive, no último dia ela me deu incríveis conselhos sobre como eu deveria lidar com os colegas, seja eles bons ou ruins, que eu deveria me preparar para qualquer dificuldade e sempre contar com a amizade dela. 
   Para aumentar ainda mais a minha surpresa, eis que surge meu chefe geral com uma proposta de estágio na área de Desenvolvimento - o que acabei não aceitando por não me prometer efetivação. De alguma forma, esta proposta de trabalhar com desenvolvimento aumentou um pouquinho o meu ego, pois senti-me valorizada ao menos uma vez em toda a minha tenra carreira profissional. 
   Agora, vamos para o que mais interessa: o hoje!
  Isso mesmo: hoje iniciei o estágio com toda a alegria e determinação do mundo - com um pouco de sono e claro, uma vontade louca de sumir do Brasil - pois o meu espírito de timidez sempre se apavora diante das novidades da vida. 
   Chegando lá, duas colegas e eu tivemos que esperar por quase uma hora a vinda de outros colegas que não apareceram. Por isso, mais tarde fomos enviadas a uma conversa com o gerente de nosso setor onde ele nos explicou como é o funcionamento da empresa.
  Conhecemos os setores, o ambiente e posso garantir que tudo é muito melhor que aquela sala escura, verde e triste na qual eu trabalhava. Mas esse ambiente também me apavorou, afinal de contas haviam mais de 40 pessoas em uma sala e nenhuma delas eu conhecia. Será que em um ano serei capaz de me sentir à vontade ? Isso será uma meta que provavelmente terei que traçar.
    Lá também senti um grande medo de que as coisas deem errado. A minha negatividade é algo revoltante, pois, por mais que eu reze e tenha um contato forte com Deus, eu ainda tenho receio se essa troca de estágio foi no tempo certo ou não. E há também a desconfiança de que eu não serei capaz de aprender o que me for passado - tudo isso eu preciso apagar imediatamente da minha cabeça porque não me traz benefício algum. 
   Então tudo que me resta agora é relaxar, terminar de escrever este texto aqui na faculdade, ir até a rodoviária, ver meu namorado, me despedir dele, pegar meu ônibus, ir para casa, tomar um bom café, conversar com os meus pais e dormir. Espero que amanhã eu consiga pensar melhor em toda a situação e olhar sob uma ótica mais alegre e otimista.