Diário de uma blogueira sumida

    Agora: 00:47 do dia 24 de Janeiro de 2017.
   Humor: Tentando entender se o que estou sentindo é fome ou é asia. Enfim, tudo fica bem quando acaba o dia, o problema sempre é quando o sol de põe.
  Meus caros leitores, não farei mais uma vez aquele famoso comentário de "nossa, quanto tempo fiquei fora" porque realmente não existem mais desculpas para tamanha falta de consideração. Eu sou uma verdadeira blogueira cretina, mas infelizmente os bloqueios criativos tem acontecido com frequência na minha vida e eu acabo deixando muitos parágrafos no rascunho e nunca sou capaz de juntá-los ou terminá-los.
   Pois sim, fazem quase duas semanas que não vejo meu namorado e provavelmente só o verei na outra semana, pois ele está visitando os familiares - não farei "mimimi" que estou com saudades porque sim, de fato estou, mas sou adulta e vou saber lidar com isso sem frescura e com sanidade. 
    E o meu estágio está de alguma forma interessante, mas existem alguns aspectos que ainda não me acostumei. O primeiro deles é que eu lido com muitas pessoas - pensem em uma sala repleta de pessoas - e todos vocês que costumam ler o blog já sabem que eu sou extremamente fechada e me solto com um grupo muito seleto de pessoas. 
   O segundo aspecto que me causa estranheza é o fato de não ter nenhum chefe controlando meu horário - eu posso organizar meu horário como eu quiser. E como no meu estágio antigo qualquer coisa que eu fosse fazer eu devia avisar a minha chefe, eu ainda não me acostumei com essa mudança de hábito. Por isso, acabo criando umas regras na minha cabeça que nem sequer existem.
   O terceiro aspecto que me deixa um pouco chateada, é o fato de que eu não tenho amigos próximos. As duas estagiárias que entraram comigo tem uma amizade fantástica entre si e eu acabo sobrando. Simplesmente porque não consigo me abrir com pessoas tão rapidamente. Eu tenho amizades de 12 e 13 anos e eles sabem como eu demoro para confiar. Por isso, sei que continuarei nessa dificuldade de me relacionar com as pessoas por um bom tempo.
   Não estou sendo pessimista, apenas sou realista com o que mais conheço: a minha personalidade. Antigamente eu me cobrava muito, me sentia mal por isso, me sentia um lixo de pessoa, tentava forçar algo que eu não era. Mas depois de um tempo isso se tornou algo demasiadamente cansativo, tão exaustivo a ponto de eu não me reconhecer e depois ficar muito angustiada por ter ido contra os meus princípios - não que eu tenha muitos princípios, mas o meu maior é ser eu mesma independentemente das consequências. 
   Hoje foi uma manhã um pouco complicada. Senti uma solidão enorme e uma vontade louca de chorar. Comecei a ouvir "I Know" do Drake Bell e as lágrimas foram descendo lentamente em meu rosto. Por que eu dramatizo tanto a minha vida? Eu gosto de fazer de conta que estou na cena de um filme. Cheguei, sentei no banco da capela e ouvi uma música católica que fez com que toda aquela angústia passasse, na verdade, foi Deus que fez com que essa angústia sumisse do meu coração.
   Essa fase de adaptação ao novo trabalho está sendo difícil, é muito estranho lidar com pessoas diferentes, pessoas que não pensam como você pensa, pessoas que acham que sua vida é muito estranha, pessoas que te acham estranha. Mas tudo isso se lida, se aprende, se entende, se organiza, se ajeita. Uma hora ou outra eu vou me sentir em casa e terei gosto de acordar e ir trabalhar. Mas enquanto isso o que me resta é ter calma ... muita calma...

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