Férias, abandono e mergulho literário

   
Versão feminina do Ross, quem nunca
   Então meus caros leitores, como tem sido suas férias? Espero que estejam boas, pois a minha ainda não começou (parcialmente já).
   Na próxima semana entro de férias do meu estágio - ou seja, terei muito tempo livre para poder ler, ver séries, ler, pedalar, ler, frequentar a academia e ler
   O ponto negativo das minhas férias é o fato do meu namorado não estar por aqui - ele foi viajar visitando uma parte da família dele. E sim, eu entendo plenamente isso, mas infelizmente trago dentro da mim o receio de que ele irá me abandonar neste meio tempo. Pois bem, eu não confio que meu relacionamento vá durar durante as férias. Por isso, eu não consigo mais assistir a comédias românticas nem ouvir música sertaneja, pois tudo me remete a ele. E para piorar a situação a música Underdog dos Jonas Brothers fica tocando na minha cabeça o tempo todo, dando a impressão de que de fato, sou uma underdog.  
    Fiquei durante um bom tempo sem postar nada aqui no blog, pois penso que não tenho produzido nada muito relevante para a humanidade. Porém, chega em um determinado momento em que você precisa pôr para fora tudo que está há meses trancado em sua garganta. 
    E dentre estas inquietações está o fato de que existem amigos que reclamam muito que você está ausente na vida deles e que nunca os procura. Daí você faz um enorme esforço para poder vê-lo, trocando de horário no serviço, deixando de almoçar e o que ele te retorna? Um cancelamento de última hora, concordando que o melhor a fazer é você ir para casa. 
   Por que há certas fases da nossa vida que todo mundo te rejeita? Já Basta o namorado que a cada dia te liga menos, vem agora amigos de infância, de 12 e 13 anos de amizade que simplesmente apagam você da vida deles como se fosse um prego enferrujado? 
   Talvez o melhor a se perguntar seja: por que eu continuo correndo atrás destas pessoas? Por que eu quero sempre ser a super-heroína que mesmo sem tempo procura todos os amigos que já teve na vida? Por que vivo desta ilusão de ter muitos amigos, quando na verdade tenho apenas 3 ou 4? 
   Apenas quero entender o porquê de eu me sabotar tanto. Pois eu mesma provoco essas feridas na minha alma. Eu procuro essa rejeição. Há pessoas em que eu me aproximo sabendo que elas vão me fazer mal, mas mesmo assim eu insisto com elas. Insisto porque sou fraca, insisto porque sou uma pessoa carente, carente de amor próprio. 
   Mudando um pouco de assunto, não consigo recordar ao certo se eu havia tratado aqui no blog, mas estava participando de um processo seletivo numa empresa onde eu faria um estágio em Análise de Testes. E a notícia maravilhosa que recebi na semana passada foi que fui aprovada no processo. Por isso, durante estas próximas semanas irei receber meu contrato novo e daí em diante vocês já sabem: "adeus" estágio antigo - que só me ensinou a colocar folhas em uma impressora - e "olá" estágio novo - onde eu irei me tornar uma  verdadeira profissional na área de testes. 
     E sobre as minhas metas literárias, estou bem feliz por ter feito uma aquisição bem-sucedida: comprei um Kindle. E realmente, um e-reader não substitui de forma alguma um livro físico, porém em muitas situações ele é bem oportuno, não só na questão econômica, mas também em determinados lugares onde não se pode levar um livro físico enorme. 
     Focando-me nas metas para as férias, eu não estipulei nenhum número x de livros para serem lidos. Porém anotei alguns que pretendo terminar - das leituras mal-sucedidas do ano - e outros que peguei emprestado na biblioteca da faculdade. Segue a lista:
  1. As Crônicas de Nárnia "O Sobrinho do Mago" , C.S. Lewis 
  2. A Trilogia de Nova York , Paul Auster
  3. O Xangô de Beker Street , Jô Soares
  4. Doutor Fausto, Thomas Mann 
  5. O nome da Rosa, Umberto Eco
  6. O Tempo e o Vento "O Continente" volume 2, Érico Veríssimo
  7. Dom Quixote volume 1, Miguel de Cervantes
  8. Vá, coloque um vigia, Harper Lee
  9. A Garota do Trem, Paula Hawkins
  10. Hamlet, Willian Shakespeare
  11. Drácula, Bram Stoker
  12. O Fantasma de Canterville, Oscar Wilde 
  13. A Turma da Rua Quinze, Marçal Aquino
  14. O Natal de Poirot, Agatha Christie

      Sei que são muitas obras, mas caso eu não consiga,  estenderei até Março este itinerário de leitura. 
    Enfim, espero que nestas férias eu possa ler muito, ler tanto que me tornarei um item de biblioteca, pois só assim eu poderei ignorar as mágoas que as pessoas ainda, nesta etapa do ano, faltando tão poucos dias para acabar, me provocam. 

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