Que merda de pessoa eu sou?

      O tipo de pessoa que vive insatisfeita consigo mesma: essa é a melhor definição. 
    Há vários meses que não posto nada no blog. Tudo isso porque toda a vez que eu pensava em escrever parecia que a minha vida piorava no momento em que eu a colocava em palavras. Mas esse pensamento de "não postar" durou até o dia de hoje. Pois agora, mesmo que a minha vida fique mil vezes pior, eu preciso pôr para fora o que estou sentindo. Não dá mais para ficar calada. 
    Sim, eu sou bipolar. E por mais que eu tenha tentado ignorar durante muitos anos, as coisas estão se agravando. Principalmente pelo fato de eu estar muito sobrecarregada na faculdade e no estágio. Parece que todo o dia é motivo para desistir de viver e querer que aquele momento fosse nada mais nada menos que um pesadelo.
    E esse querer sonhar? O mais triste de tudo isso é que não estou mais conseguindo pensar num futuro próspero, realizando meus sonhos. Afinal, quais são os meus sonhos? Por que eu me deprecio tanto a ponto de querer desistir dos meus objetivos? 
     O ponto principal de tudo isso e que me levou a refletir muito é a seguinte questão: nós devemos almejar pessoas ou almejar objetos? Melhor explicando, nós devemos sonhar em casar, estar ao lado de alguém ou sonhar em ter uma casa própria, um carro e uma carreira próspera? São esses pontos que não consigo enxergar de forma conjunta. É como se eu fosse predestinada a ser boa profissional ou ser feliz ao lado de uma pessoa. 
     A grande loucura de tudo isso é que essa teoria fui eu que criei. Ninguém me disse que eu teria que escolher um lado. Mas com o passar dos dias, desde que o ano começou, eu sinto que me afasto cada vez mais das pessoas e só passo enfiada dentro de bibliotecas estudando, codificando e lendo - como se a razão da minha vida fosse isso. Porém, não é só isso que se baseia a minha vida, isso eu tenho plena consciência. 
     Do grupo de jovens eu já me afastei quase por completo.Parece que as pessoas de lá se tornaram estranhas para mim. Infelizmente muitos só eram "meus amigos" na época que eu era presidente. Os colegas de faculdade, bom, aqueles que eu considerava amigos, apresentaram comportamentos frios e individualistas que me decepcionaram. Mas houveram aqueles que me eu jamais havia esperado algo e que me surpreenderam de forma positiva. 
    Porém, neste ambiente acadêmico, nossos assuntos restringem-se apenas a falar sobre tecnologias, dificuldades com alguma linguagem de programação ou se metodologia. E a nossa vida pessoal acaba ficando em terceiro, quarto ou até nono plano. A única pessoa que eu consigo falar sobre a minha vida pessoal é a minha mãe, mas infelizmente o tempo que nós temos para conversar é de no máximo meia hora.
   O difícil de tudo isso é que absolutamente todas as coisas que as pessoas fazem vira motivo para que eu me sinta desprezada. Um dia que meu namorado não ligue já é motivo para eu achar que ele não gosta mais de mim. Uma vez que minha mãe não me ligue, significa que ela não se importa mais comigo. Uma vez que eu discuto com algum amigo significa que a amizade nunca mais será a mesma. Eu crio essas regras que só me levam ao sofrimento. 
    Eu sei que tem muita gente querendo trabalhar e estudar e que sim, é uma bênção eu estar tendo esta oportunidade, porém, a falta de tempo e a rotina acelerada fazem com que meus problemas psicológicos aumentem ainda mais. Às vezes penso "Por que inventei em trabalhar com TI?", porque é uma área muito estressante, mas penso que sem ela eu não seria grande parte do que sou hoje - no sentindo de ser alguém confiante e  que se sente capaz de trabalhar na profissão que escolheu. 
    Então, o que eu posso dizer de hoje é que preciso "entrar nos eixos psicológicos" e resgatar aquele velho e falso equilíbrio que eu consigo manter por no mínimo um mês.  Um mês de sanidade já basta. 
Tenham uma boa quarta-feira meus leitores. 

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