Desafio Dom Quixote

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   Bom(a) dia/tarde/noite meus caros leitores (tudo isso depende da hora em que você acordar ou o local onde você mora).
   Vim aqui informar a todos vocês que irei embarcar de vez na leitura de Dom Quixote de La Mancha volume 1. Não, não queira que eu leia os dois volumes de uma vez só, pois não sei até ponto irei nesta. A simples meta de ler esta obra de Cervantes até o fim eu intitulei de "Desafio Dom Quixote".
   Iniciei a leitura neste domingo e estou quase na página 100 (considero isso muito pouco, levando em conta que ainda faltam 487 páginas pela frente).
  Mas me sinto muito feliz por estar entendendo a maioria das palavras e buscando apenas a minoria no dicionário. Esta leitura com certeza irá fazer com que novas palavras sejam incorporadas no meu vocabulário. 
   Nunca pensei que na minha vida que iria ler uma obra espanhola, porém Cervantes estava me provocando há muito tempo. Faz em torno de dois anos que tenho Dom Quixote Volume 2 em meu armário e no início deste ano resolvi comprar o primeiro volume (não me pergunte a razão de ter comprado o volume 2 antes do 1).
    Durante o ano, fiquei adiando em várias ocasiões a leitura desta obra. As minhas desculpas fixas eram "não estou preparada para este clássico ainda" e "seiscentas páginas agora? Melhor não". Porém chega um momento em que não dá mais para adiar, você deve criar coragem e assim como o nosso grande herói, Dom Quixote (um viciado pelas novelas de cavalaria), ler incessantemente. 
   Se você, caro leitor deseja entrar nesse desafio comigo, por favor, me avise, pois será uma grande alegria poder compartilhar com alguém este desafio que, no meu ponto de vista, será bem complexo (na verdade, já está sendo). 

O Sol Também Se Levanta - Ernest Hemingway

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 Pense em um leitor que busca incessantemente através de suas leituras uma obra que agregue ao seu caráter, que provoque uma mudança de vida e uma enorme reflexão: essa sou eu. Agora, não esqueça o que eu escrevi e entenda que pela segunda vez na minha vida li uma obra em não provocou nenhuma espécie de reflexão ou um tipo de mensagem "que levarei para a vida".
   Primeiramente, é importante ressaltar, meus caros leitores que, este livro faz parte do desafio dos 50 livros de 1900 para ler antes de morrer (então, se você está interessado em entrar nesse desafio, recomendo que acesse ESTE LINK). E por isso, nestas férias eu embarquei novamente neste desafio que a cada dia que passa está mais perto do fim (pois eu creio que morrerei antes de terminá-lo). 
   O autor se trata de nada mais nada menos do que Ernest Hemingway, que emplacou em 1954 o prêmio Nobel de Literatura, é considerado um dos grandes mitos da literatura norte-americana. Autor da famosa obra"Adeus às Armas" (um de seus livros mais famosos, no qual eu pretendo ler).
   Pois bem, vamos ao livro: O Sol Também Se Levanta foi lançado em 1926 e é uma crônica que relata alguns momentos da vida de um grupo de amigos expatriados americanos e ingleses que viviam em Paris (expatriados por causa da Primeira Guerra Mundial). Amigos nos quais eram jornalistas (como o próprio Jake), escritores (como Robert Cohn) e aposentados  (seja lá qual for a denominação que você queira dar).
   A crônica é narrada por Jake e ao longo da mesma você vai ler diversas vezes duas palavrinhas: "bêbado(a)" e "beber". Pois sim, Jake e seus amigos viviam indo a bares para beber um drink, ou qualquer coisa que contenha álcool. Ele cita com detalhes a viagem que fez para a Espanha, onde ele e os amigos participam das festividades de São Firmino, nas quais ocorrem as famosas touradas nas quais eu considero brutais (mas por enquanto não pretendo esboçar a minha opinião completa).
   Sobre a questão romântica, temos um enlace de idas e vindas entre Jake e Brett. Mas tudo isso se torna uma grande confusão pois ela se envolveu com o amigo de Jake, Robert Cohn. E não é que o Cohn fica extremamente "gamado" em Brett? Pois sim, e os dois acabam tendo uma "briguinha" de socos e empurrões no bar, que pela narração, foi algo muito engraçado. Jake sempre disse que amava Brett, mas ela, que sempre foi uma inquieta, não se contentava em ficar com uma única pessoa para o resto da vida. Por isso ela viva se apaixonando e desapaixonando pelas pessoas.
   E a minha opinião sobre a obra: Quando se fala em opinião é algo muito pessoal e que nem sempre é levado tanto a sério, principalmente vindo de uma pessoa como eu que, não tem nenhuma carga literária extensa. Mas o que posso dizer é que foi bem cansativo continuar a leitura até o fim. Não porque o livro apresente um vocabulário complicado, mas pelo fato de não ocorrerem fatos emocionantes. E como vocês já devem saber à respeito de mim através dos escritos, sou inquieta, busco emoções, fatos e situações impactantes que me prendam ao livro.
    Outro ponto importante também é que o livro se baseia na vida e no grupo de amigos do próprio Ernest. A conhecida "geração perdida", que vivia nos bares bebendo e acreditando que seus problemas seriam resolvidos através do álcool. Sou totalmente contra isso, por mais que nos meus momentos de depressão eu tenha sentido vontade utilizar este recurso, eu jamais usei. Pois sei que no outro dia em que acordar irei sentir uma angústia muito maior e que mais cedo ou mais tarde terei que enfrentar a real situação (seja ela qual for).
  Mas de toda a obra eu pude destacar alguns fatos que coloquei na lista de "lições que talvez tenha me ensinado". Trechos nos quais eu irei apresentar abaixo:

Tudo que eu desejava era saber como viver. Talvez, aprendendo como viver, acabemos compreendendo o que há realmente no fundo de tudo isso.
  Pois realmente essa é uma dificuldade de todos nós compreendermos qual é o sentido da vida e como ser feliz plenamente.

- Levam uma vida tão pacata! Nunca dizem coisa alguma. Estão satisfeitos, andando sempre assim.
A forma tão igual de viver a vida daqueles personagens me incomodava. A falta de uma comunicação verbal e as repetitiva em que viviam, parecia que havia algo faltando naquele ambiente.
E nisto consiste a moral: coisas que fazemos e das quais depois sentimos repulsa.
Uma boa definição, com certeza. Me identifiquei em demasia.

(HEMINGWAY, Ernest. O Sol Também se Levanta. Editora Abril. Série: Os Imortais da Literatura Universal Volume 13. 1ª edição.1971)

Perdoem-me por não colocar de quais páginas retirei tais trechoss, mas infelizmente, quando estamos lendo no trabalho não há muito tempo para realizar marcações de trechos interessantes.
   Ernest Hemingway através desta crônica, traz ao leitor uma grande reflexão sobre as idas e vindas do amor que podem ocorrer na vida dos seres humanos. O que de alguma forma me identifiquei também, pois acredito que no fim das contas eu viverei neste gosta e desgosta das pessoas. 
   Li a 1º edição do livro lançado pela editora Abril em 1971, retirado lá Biblioteca Central Irmão José Otão - PUCRS (capa idêntica a imagem do início da postagem). 
   E se eu recomento esta obra? Recomento se você for um fã de crônicas e não espera que nada de muito emocionante aconteça. 

Vamos falar de educação?

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Apenas que: não sigam esse exemplo. Chaves é vida, mas não jovem os livros.
  Pois bem, o que me levou a tratar sobre esse assunto? O simples fato de que eu estava sentada no ônibus indo para o trabalho e nas cadeiras que antecediam a minha havia dois homens (que não pude olhar a aparência), mas as vozes aparentavam ser de muito jovens. E eles eram professores.
   Professores nos quais pareciam ser bem instruídos e de fato, preocupados com a realidade atual da educação. Sabemos que existe uma grande parte dos docentes que ainda pensam assim, mas como convivi com muitos que nem se importavam com o grande problema no ensino, eu acabei ficando surpresa ao escutar a conversa dos dois.
   Pode parecer um pouco errado da minha parte ouvir conversas de outras pessoas, mas se você está no ônibus, solitária (como no meu caso) e os rapazes estão falando alto, naturalmente o meu ouvido irá prestar a atenção no que eles estão falando.
   Eles conversavam sobre os problemas envolvendo a educação, onde eles haviam participado de algum evento promovido pela Secretaria da Educação Municipal, no qual um palestrante do evento falou indiretamente que "o problema da educação era a falta de criatividade dos professores", o que levou o jovem professor a completa indignação. 
   E de fato, ele tem toda a razão de estar. Pois existe uma série de fatores que levam a educação a estar tão precária. O primeiro problema é a falta de estrutura nas escolas, onde os alunos não tem sequer um banheiro para utilizar. A falta de cadeiras, classes, salas de aula adequadas, o uso de tecnologias, nada disso está presente, sendo que a impressão que temos é que o ensino público literalmente parou no tempo só o conteúdo escrito na lousa fosse o suficiente.
   Há também o desestímulo por parte dos professores, que são muitas vezes agredidos pelos alunos, além de receberem um salário muito inferior ao investimento em que eles fizeram nos seus estudos, e também a insegurança de saber se irá receber todo o salário ou não (como muitos sabem, aqui no estado o salário do funcionalismo público está sendo parcelado).
  E por fim, este professor comentava que ele foi demasiadamente vetado pela nova diretora da escola que não queria aceitar as novas ideias de ensino na qual ele queria implantar. Isso tudo desestimula e gera uma grande dificuldade de surgir novos professores, pois há vários professores que não incentivam novas pessoas a ingressarem nessa profissão. 
   A educação é algo essencial e até quando iremos ver este pouco caso com ela por parte do governo e da própria sociedade?  

Vamos falar de vida?

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Às vezes tento pensar como Norman, mas sei que sim, eu sou muito mais louca que o mundo. 
     Mais especificamente da minha vida.
   Em toda a minha breve existência de quase 20 anos eu nunca me senti tão confusa. A cada dia penso de um jeito, mudo de humor, repenso todo o meu projeto de vida, durmo mais e sim, eu cogito que a minha morte seria a solução (pensamento nada cristão esse, ?).
   Comecei a pensar em que momento a minha vida perdeu totalmente o equilíbrio. E cheguei a conclusão que foi quando eu comecei a trabalhar (ou seja, neste ano). E isso me angustia ainda mais, pois sei que tenho muitos e muitos anos de trabalho pela frente.
   Então vamos para as razões que me deixaram infeliz/frustrada/confusa (qualquer um desses sentimentos pode ter ocorrido) no dia de hoje: 
   Primeiro, cheguei no meu trabalho com uma enorme infelicidade por ter que ir para lá. Por mais que neste período de férias eu não tenha nenhum trabalho a fazer (apenas ler livros) eu acabo me sentindo extremamente inútil, sendo que o meu emprego dos sonhos era estar fazendo algo útil, onde eu pudesse programar ou atuar como analista de sistemas (afinal de contas já estou indo para o quarto semestre  e não colocando nada do que eu aprendi em prática).
   Segundo, lembra aquele garoto de 15 anos que eu estava quase namorando? Pois bem, durante umas 3 semanas, ficamos naquele tipo de paquera fofa que acontece entre casais que estão se conhecendo. Havia dias em que eu me irritava profundamente com ele (devido à sua imaturidade) e ele foi extremamente paciencioso comigo. Mas houve um dia em que aquela gota d'água pingou de forma muito fria em minha cabeça o que me levou a chutar literalmente o balde. A situação foi a seguinte: eu estava organizando com o pessoal do grupo de jovens a festa julina, e sim, ele também deveria estar ajudando. Mas o que eu vi foi ele brincando com uma bola de futebol feito criança e eu tendo que xingar ele como se eu fosse a mãe dele. E foi nesse exato momento que percebi que não tenho vocação para ficar admoestando um garoto mais novo que eu. Eu não posso lidar com isso, não adianta. Não tenho o direito de ficar xingando e criticando-o por isso, pois ele está na idade de ter este tipo de comportamento. O problema é que eu sou a pessoa errada para ele. 
     E no sábado eu me senti extremamente bem com a decisão, me senti uma garota livre, leve e solta. Mas não fui capaz de perceber que na segunda-feira eu me sentiria mal. Mas não me senti mal pelo fato de talvez ter magoado ele, mas sim, de não ter mais alguém me dizendo "eu te amo", "meu anjo", "meu bem" e "meu amor", de não ter mais alguém curtindo e comentando todos os meus posts no Facebook, pois no momento em que eu disse que não tinha como continuar, ele parou de falar e fazer essas coisas. Isso me murchou ... Eu me senti fraca, pois o fato de saber que alguém me amava me deixava forte. Como eu disse no post anterior, eu necessito ser amada, mas não quero amar ninguém. 
    Terceira situação é que depois que discuti com um dos meus melhores amigos sobre a catequese, ele não voltou a ser a mesma pessoa que era antes. Nossa amizade ficou distante e não conseguimos mais conversar daquela maneira divertida e aberta como antes, o que tem me levado ao sentimento de solidão.
    E a quarta situação que me levou ao desânimo foi o fato da passagem de ônibus ter aumentado 14%, que fazendo os meus cálculos, apenas passagem de ida para o trabalho corresponde a 1 hora do meu trabalho, ou seja, o dinheiro está curto, eu não consigo trocar de emprego e a crise está afetando o meu autoestima. 
    Você pode pensar que estas coisas nas quais citei são pequenas, e de fato são, mas para uma pessoa que devia estar há tempos se tratando com o psicólogo são coisas que afetam. Eu estive diversas vezes a ponto voltar ao consultório do psicólogo, mas não consigo. Eu sinto que vou me sentir mal e que nada vai resolver.
   Comparando meu 2015 com 2016 confesso que preferiria mil vezes o ano anterior, pois naquela época eu tinha muito mais tempo e cuidava muito mais da minha espiritualidade. Eu tinha mais tempo e disposição para rezar, eu não pensava em garotos, eu tinha a tarde livre para dormir e sim, eu não estava preocupada em ter um computador novo, afinal de contas tudo o que eu tinha já estava de bom tamanho. 
    Mas tudo na vida passa e 2016 chegou em com um grande objetivo traçado: a busca por um emprego. E eis que eu encontrei, já que era algo que eu sonhava tanto. Porém quando se chega na colina, acabamos por perceber que ela não tem uma vista tão bonita e o que acontece? Você se decepciona. Você faz diversas contas, vive sem dinheiro, trabalha, trabalha e trabalha e não recebe estímulo algum. Trabalha ao lado de pessoas que bufam, que odeiam o que fazem e que fingem que não te conhece na rua. Pois bem... "a humanidade é desumana" já dizia Renato Russo. 

Dos planos para as férias e a simples impressão de que estou prestes a morrer

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Bom meus caros leitores, por que a mudança do layout do blog? Porque as férias chegaram e é momento de fazermos coisas novas, de mudar a cor do cabelo (só que não), viver intensamente as madrugadas (Netflix no coração) e contemplar a vida (planejar o futuro ou não pensar em ABSOLUTAMENTE NADA).
E é por isso que eu, uma menina demasiadamente organizada, resolvi criar uma programação de atividades que farei nestas férias, nas quais posso citar:
  • Fazer uma sessão batata com os amigos (sim, não queremos pipoca nesse inverno e sim, batatas)
  • Ler mais de 5 livros
  • Ver mais de 10 filmes
  • Encerrar a quarta temporada de Bates Motel
  • Reler Orgulho e Preconceito com o boy
  • Sair com os amigos
  • Ser uma boa presidente do grupo de jovens
  • Fazer uma festa Julina com a minha turma de catequese
  • Estudar estrutura de dados
  • Aprender uma linguagem de programação nova
Ufa ... acho que por aqui já está de bom tamanho. E se eu não conseguir cumprir estas tarefas (o que provavelmente vai acontecer) eu irei continuar esta pessoa frustrada e sonhadora que empurrará tudo isso para as próximas férias, ou seja, no verão.
Mas indo para o assunto morte (palavra que está presente no título da minha postagem). Há algumas semanas eu estava saindo do meu trabalho e normalmente embarco no primeiro ônibus que vai para Viamão. Mas dessa vez eu resolvi olhar para trás e quando olhei vi que havia vindo outro ônibus. Fim da história: o ônibus no qual eu ia embarcar foi assaltado e por uma mudança de hábito eu acabei não precisando passar por aquela situação. Tenho a absoluta certeza que a mão de Deus estava ali, pois eu nunca olho para trás. 
Mas a vida é sempre uma caixinha de surpresas e riscos, nesta segunda-feira quando estava indo da faculdade para o trabalho (ao meio-dia) meu ônibus foi assaltado. Graças a Deus foi só o cobrador, mas mesmo assim fiquei com uma leve impressão de que sim, de alguma forma eu teria que passar por aquela situação. 
No dia seguinte, fui calmamente pegar o ônibus para ir para o trabalho e do nada a porta fecha em cima de mim, se eu não fosse ágil o suficiente o meu braço teria sido quebrado por aquela maldita porta. O motorista perguntou se estava tudo bem e eu disse que "sim", afinal, eu havia sido muito rápida evitando que o pior tivesse ocorrido.
Às vezes sinto até vergonha de contar para as pessoas sobre essas coisas que acontecem, pois parece que sempre há algo de ruim prestes a acontecer. Um tipo de vida triste e sofrida na qual eu não quero ser rotulada.
E quando me sentei no banco de ônibus eu senti uma grande vontade de chorar. Pois desde o dia 2 de setembro de 2012 (que foi o dia em que fui atropelada), eu vivo com a leve impressão de que vai ser meu último dia. Simplesmente as coisas acontecem e eu agradeço a Deus por ter saído ilesa da situação mas, sempre há aquela desconfiança de que de uma hora para a outra vai acontecer uma fatalidade e eu irei morrer. E quando penso que isso pode acontecer eu sinto medo, pois, às vezes caímos na grande besteira de dizer "eu quero morrer, minha vida não vale mais a pena", mas quando chega na hora "H" nós sentimos um temor gigantesco. 
Mas a vida é assim, uma verdadeira montanha russa em que não temos certeza do que será o amanhã. A única coisa que me resta é rezar e confiar, se Deus quer que eu viva por mais tempo ficarei muito feliz, mas se Ele quiser que eu vá embora, que seja sempre no tempo d'Ele.