Da vida no mês de maio

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   Meus caros leitores, que saudade! Fazia muito tempo que eu não postava nada. 
   Provavelmente vocês devem ter achado que eu havia sido abduzida por algum ser extraterrestre ou morrido, mas não, estou aqui sã e salva contente por ter vencido mais um mês da minha vida.
   Na faculdade as coisas continuam iguais, naquela grande montanha russa de uma semana estar tudo bem e na outra tudo ir por água abaixo, mas no fim das contas vai dar tudo certo. Infelizmente tive uma notícia muito triste ao saber que uma das minhas melhores amigas da faculdade vai trocar de curso - ou seja, os amigos vão desaparecendo e você acaba se sentindo cada vez mais sozinho. 
   Na Igreja, as coisas estão mais ou menos. O grupo está tentando se reerguer, as minhas atitudes às vezes não contribuem para que essa melhora ocorra e estou me sentindo uma fracassada. Mas nas horas vagas eu estou feliz.
   Na catequese estamos evoluindo, semana passada, confeccionamos uma rosa de papel crepom com as crianças. A maioria pareceu gostar.
   E na vida amorosa, bom não quero comentar mais nada. Estou numa bela confusão mental e mistura a alegria de achar que algo pode acontecer a tristeza de que isso possa ser fruto de uma bela ilusão criada pela minha cabeça. Sim, eu não tenho mais certeza de nada do que está acontecendo e isso vem me tirando boas horas de sono. Porque eu não quero parecer uma idiota na frente das pessoas. E dessa vez eu não quero expor os meus sentimentos na Internet, pois, não estou me sentindo bem fazendo isso. 

Se sentindo uma p*t$ de uma egoísta

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Tentando agir como se tudo estivesse normal, assim como o "I'm fine" do Ross
   A cada dia que passa eu me sinto mais perdida. Perdida nos meus pensamentos, nas minhas confusões existenciais, a minha vontade de viver e de morrer, a minha falsa alegria nas noites de sexta-feira e as minhas frustrações de sábado à noite. Quanto sentimento, quanta mudança repentina.
   Você busca se revigorar através da fé, mas reza pouco, reflete pouco e pensa apenas no lado racional das coisas. Essa sou eu. Uma católica fraquejando na fé, uma pessoa que esqueceu que Deus é maior e capaz de coisas grandiosas. Por isso, ontem a noite eu pedi ajuda, eu marchei rumo ao ponto final da situação insana que estou vivendo. 
   Mas de que forma eu quis dar um basta? Quando admiti que devo ir imediatamente para a psicóloga. Preciso voltar a me tratar, preciso parar de achar que está tudo bem enquanto não está. Preciso entender que não sou uma pessoa normal e que não dá para ignorar estas minhas crises, neuras e mania de perseguição. Porque de fato, se eu não me recuperar disso, continuarei sendo aquela pessoa autodestrutiva que não ama a si mesma e que com o passar do tempo só tem piorado.
    Hoje, eu fui na fonoaudióloga e pedi para ela me encaminhar para a psicóloga e para melhorar, ela também me encaminhou para o nutricionista - emagreci 3 kg's muito rapidamente e tenho me alimentado muito mal - ou seja, minha vida está mais ferrada do que eu imaginava. A consulta seria específica para que eu aprendesse algumas técnicas para resolver os meus problemas de dicção, porém eu necessitava tanto desabafar sobre os problemas que estou passando que ficamos por quase meia hora conversando. E foi extremamente importante, já que 99,9% da humanidade não entende o que eu sinto. 
    A grande verdade de tudo é que estou muito cansada. Exausta de tudo que eu faço. Não tenho me divertido há muito tempo - "você precisa se divertir", disse minha fonoaudióloga, assim como o padre no qual eu fui fazer direção espiritual aqui em Porto Alegre. 
   Eu sempre estou em tudo e em todos os lugares, às vezes acho que sou uma pessoa indispensável. Mas no fundo, no fundo isso só tem feito mal a mim. Eu preciso de um tempo, um momento só meu e de mais ninguém. Eu preciso respirar ar puro, sozinha, sem ninguém, sem socialização, sem pessoas, apenas respirar o ar puro
    Outra questão que vem de encontro ao título da postagem é o fato daquele garoto de 15 anos ter entrado na minha vida. Toda a vez que eu o vejo tenho a certeza de que não EU NÃO GOSTO DELE. Porém, durante a semana eu fantasio cenas românticas ao seu lado - principalmente porque eu assisto a comédias românticas a semana inteira - e aí quando conversamos pelo What's App durante a semana e ele diz "tenho que sair agora, tchau" isso me incomoda profundamente.
    Profundamente porque eu não gosto de ser deixada no vácuo. Quando eu estou ali é porque realmente eu quero conversar - pode ser amigo ou não. E isso me deixou muito chateada. Pois eu só preciso de alguém que me dê atenção. Percebi que quero ser amada e não quero amar. Isso é um puto de um egoísmo. Até porque eu realmente nem sei se estou apaixonada pelo cara, mas exijo que ele me ame. Isso é fruto de uma mente doentia ... só pode ser. Eu tenho a necessidade que as pessoas me amem ou se rastejem aos meus pés - sendo que isso nunca aconteceu, mas sempre sonhei com isso. 
      Isso é fruto de um pensamento de um ser demasiadamente mimado e carente. Sei que não é de se orgulhar o que estou falando, mas é realmente assim que eu me sinto. Necessito ser amada e não amar de volta. 
      É o que nós temos pra hoje minha gente. 


Questão de Tempo

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  Sabe aqueles dias em que você está muito cansada e só o Netflix é capaz de te dar um consolo? Pois bem, ontem foi um dia destes. E o filme escolhido desta vez foi "Questão de Tempo", que você vai conferir um pouco mais sobre ele agora.
  Normalmente acompanhamos as comédias românticas atuais e percebemos um panorama semelhante, como por exemplo: casais que não tem ligação nenhuma com sua família, não pensam em ter filhos, não são tão bem sucedidos como deveriam, etc. 
    Mas "Questão de Tempo" conseguiu ir na contra-mão destes costumes atuais e mostrar um casal jovem que realmente quis prezar valores como a família, amor ao pai, aos filhos e um elo de amizade de irmãos que não encontramos em todos os lugares.
    O longa conta a história de um rapaz chamado Tim, que aos 21 anos é informado por seu pai que todos os homens daquela família tinham o poder de voltar no tempo. A fórmula secreta era ir até um local escuro, fechar as duas mãos e lembrar do momento em que gostaria de voltar. 
   O jovem de fato, não acreditou muito naquela história, mas ao fazer o teste, acabou percebendo que aquilo era real. E naquele instante ele resolveu utilizar isso para conquistar a amiga da irmã dele que estava passando o veraneio em sua casa. Resultado: viajar no tempo não faz alguém se apaixonar por você.
   Depois disso, ele, já formado em direito, resolve ir para a cidade grande em busca de um trabalho e uma moradia. Lá em acaba indo morar com um escritor de peças teatrais, extremamente maluco, mas muito engraçado. 
   Nesse meio tempo Tim acaba conhecendo Mary, uma garota que muda totalmente sua vida. Óbvio, que ele utiliza muito o recurso de voltar no tempo para poder conquistá-la. 
   Assistir a este longa me proporcionou uma experiência muito boa, até porque eu tenho verdadeira paixão por filmes que envolvem viagens no tempo, etc.
A relação que Tim tinha com seu pai era incrível. 



Tentando entender esta "barra" que se chama vida

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 Título ruim, eu sei. Mas não havia nada melhor do que isso. Afinal de contas, o que eu tenho de bom para oferecer ao mundo?
   Palavras, elas são tão frias quando se escritas em um papel. Seria bem melhor se elas fossem capazes de descrever todos os meus sentimentos, mas isso é impossível. Pois nem eu mesma sei o que estou sentindo, o que almejo para o futuro ou algo do gênero. Eu me esforço muito para tentar me entender, mas não consigo obter êxito algum através destas tentativas.
   Hoje eu não tenho nada de engraçado para escrever - pois sempre em meio as minhas loucuras diárias, eu sempre tenho algo cômico para contar, mas desta vez o desfecho no meu ponto de vista foi triste. Mas por que eu tenho estado tão desanimada em relação a vida? 
   Quem sabe através de tópicos eu consiga me expressar melhor, por isso vamos a eles:

  1. O grupo de jovens está decaindo, pessoas sumindo a cada semana e eu não sei mais o que fazer - tentamos várias maneiras para chamar o pessoal de volta, mas as coisas estão bem difíceis.
  2. Eu tenho ficado até de madrugada fazendo os trabalhos da faculdade sem tempo para conversar com os meus pais, amigos e gatos.
  3. Estou me tornando uma pessoa extremamente sedentária devido a falta de tempo para realizar exercícios físicos.
  4. Estou emagrecendo muito - o que não é ruim, no entanto, eu mal tenho tipo tempo para comer.
  5. Não estou mais conseguindo ler os meus livros do desafio literário, pois, quando começo a ler acabo adormecendo.
  6. Passo mais de duas horas do meu dia dentro de um ônibus - melhor dizendo, de quatro.
  7. Acabei de ter a leve impressão que estava gostando de um rapaz de quinze anos, e agora, que ao que tudo indica, ele está gostando de mim, eu não consigo sentir nada por ele. 
  8. Parece que nada que o grupo de jovens faz é suficiente para o padre.
  9. Meus amigos estão cada vez mais sumidos e há momentos em que me sinto muito sozinha.
  10. Não sei dialogar com as pessoas de maneira adequada e acabo falando totalmente o oposto do que eu realmente estava disposta a falar.
  E é basicamente isso que tem me incomodado. Não quero comentar sobre cada tópico porque, de fato, é algo que tem me machucado muito. O problema realmente deve ser eu, porque sinto que sou o maior problema do mundo.
   Eu não consigo ter uma vida normal, por mais que em alguns momentos eu tivesse sede de viver isso - uma VIDA NORMAL - eu não consigo. Eu sempre fui o tipo de pessoa que dizia "ser diferente é legal" e de fato é. Mas quando nada na sua vida ocorre de forma normal, isso cansa. Por que as pessoas se interessam por mim tem algum problema? Por que a única pessoa normal que gostou de mim hoje nem olha para a minha cara? O que eu fiz de tão monstruoso? Eu sou um monstro, talvez? O que eu fiz? Eu preciso de respostas.
   Não estou dramatizando dizendo que a minha vida é mais triste que a sua. Até porque existem pessoas que tem dificuldades bem maiores que a minha. Mas sim, eu preciso de fato me reencontrar e descobrir uma um clarão de felicidade em meio a toda essa escuridão. É necessário encontrar um caminho. 

E para esta segunda-feira é só, meus caros leitores.

A diferença entre você e o Mr. Darcy

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   Sim, você aparentemente pode ser igual ao Mr. Darcy, mas existem muitas coisas que os separam. Você pode achar que é capaz de fazer tudo o que ele fez, mas você não pode, pois há limites que você mesmo ainda não enxergou. 
  Este texto não tem pretensão nenhuma de mandar alguma indireta ou de provocar certa satisfação pessoal - afinal de contas, normalmente escrevo para desabafar - mas desta vez não se trata da minha vida  e sim da sua, do que você, "Mr. Darcy", está fazendo da sua vida.
"Eu não tenho talento para conversar facilmente com pessoas que eu nunca vi antes"
   Ele podia ser um cara extremamente quieto e apático. Todo mundo achava que ele era um tremendo mau humorado, mal-amado - mau tudo - por carregar dentro de si um espírito quieto que ouve muito e fala pouco. O sentimento de desprezo, esse também existiu, mas algo que este homem sabia era sofrer em silêncio. Por causa do seu orgulho, acabou sofrendo demasiadamente, mas nisso posso admirar você "Mr. Darcy", pois não é orgulhoso.
  Mas há uma coisa que Mr. Darcy tem e que você não tem, que é o foco. Mas que foco é esse que estou querendo dizer? Mr. Darcy escolheu apenas um foco, apenas um amor, apenas uma mulher. Ele escolheu Elizabeth Bennet e não haveria nenhuma outra distração capaz de substituí-la. Você acha que ele seria capaz de sair por aí afogando as mágoas em outras pessoas? Talvez se fosse um homem qualquer até faria, mas como se trata de um personagem de Jane Austen, eu tenho a absoluta certeza que naquele dia, se Elizabeth tivesse dito "não" ele viveria o resto da sua vida de forma solitária sem olhar para nenhuma outra mulher. 
  Se você quer ser de fato um Mr. Darcy escolha a sua Elizabeth Bennet e siga-a. Não importa quantas já passaram, o que importa é que agora você escolheu sua Lizzie. Sim, ESCOLHA, está mais que na hora. A sua Lizzie. Ela deve estar em algum lugar, mas quando a encontrar, antes de se envolver com ela, pense: "será que me sinto pronto para isso?"
"Você me enfeitiçou, de corpo e alma. E eu amo, eu amo, eu amo você" - quando você disser isso é porque está pronto.
E por hoje é só. Lembrando sempre que não falo apenas da minha vida, mas também de algumas ficçõezinhas inglesas

Derrotinha literária do ano: Moby Dick (Se sentindo uma derrotada)

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  Simplesmente estou começando a pensar que voltei a ser aquela mesma menina fraca que não aguentava ficar até de madrugada lendo um livro. Sim, eu não sou mais aquela pessoa corajosa de antes, dei lugar ao cansaço, ao desânimo. Mas vamos parar com os adjetivos e ir logo ao ponto.
   O fato é que pela primeira vez no ano eu abandonei um livro. E o pior de tudo eu abandonei um clássico. Minha amiga - que é o tipo de leitora que eu mais admiro - me acalmou dizendo que há uns anos ela havia desistido deste livro e que eu não precisava me desesperar, pois realmente ele era cansativo.
   E por mais que eu tente ignorar a situação, na minha mente eu escuto uma voz que diz "sim, eu abandonei Moby Dick e isso é vergonhoso!" Eu pensei que estava chegando no patamar dos leitores que leem qualquer livro e que são capazes de terminar mesmo se a leitura for extremamente descritiva.
   Moby Dick - pelas 123 páginas que pude ler - é um livro que narra detalhadamente cada momento, cada pessoa e tenta fazer algumas alegorias filosóficas sobre a relação daqueles homens que passariam três anos em um navio caçando baleias com o mundo exterior. 
  Acabei tirando meu livro do Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban da minha minibiblioteca e comecei a ler. 
   Moby Dick de Herman Melville é um livro estadunidense - e me orgulhei tanto de iniciar uma leitura americana, afinal eu só estava lendo os ingleses. Mas tudo isso não passou de uma mera ilusão. Eu seleciono os meus livros, eu tenho sérios problemas, eu sou uma leitora qualquer, uma poser literária. Eu desisti de Moby Dick e se eu não consertar este erro em três anos, posso afirmar que isto será uma vergonha que irei carregar pelo resto da minha vida. 


Who I am

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"Eu cresci agora sou mulher, tenho que encarar com muita fé, seria o bastante." (Imortal - Sandy e Júnior)
   Meus caros leitores, tenho a leve impressão de que está cada vez mais arriscado escrever estes textos tão diretos aqui no blog. Sei que se trata de um pseudônimo - na verdade - nem nome falso há  e sim uma omissão do nome real - mas a grande verdade é que tenho falado demais da minha vida e cada vez mais abertamente, o que tem sido bom em alguns quesitos, mas o medo de ser descoberta é constante. E não, eu não irei excluir o blog
   Na postagem anterior eu definitivamente despejei todas as minhas mágoas a respeito de algumas pessoas que estavam me incomodando. E de fato, eu fui lá e falei tudo que estava engasgado. Problemas resolvidos? Talvez, vamos ver como será o "andar da carruajem". Mas o que posso tirar de lição é que SEMPRE será melhor falar o que não está gostando do que guardar e isso se transformar em um câncer ou algo do gênero. 
   E como nada na vida é rosas, eu estive muito "nervosinha" esta semana. Mas quero explicar melhor tudo isso: eu faço muitas coisas ao longo da semana - diferente do ano passado que estava só na faculdade - por isso, eu não tenho muito tempo sobrando e não consigo acumular tantas tarefas extras assim como era anteriormente.
    Por isso, nas conversas que tive com um dos meus melhores amigos, ele disse que sente falta da "pessoa humilde e serena que eu era" e inclusive, disse também "eu quero ver a verdadeira meu nome de volta" - tudo isso de uma vez só. Eu arduamente defendi as minhas posições dizendo que não era bem assim, ou seja, "meu amigo suas acusações são infundadas".
   Mas a grande verdade é que eu sempre fui assim: uma menina geniosa, que gosta de impor sua opinião, que se intromete em tudo, que quer fazer tudo do seu jeito e não tem paciência com pessoas lentas. Só que o grande "porém" era que eu não conseguia ser assim na Igreja. De fato, lá eu me sentia muito oprimida e inferior às pessoas, por isso, eu acabava aceitando tudo o que elas me diziam.
   Hoje as coisas são bem diferentes, eu cresci, amadureci, tenho mais autonomia e confiança. Não gosto que as pessoas fiquem me fazendo de boba, me sobrecarregando com diversas tarefas. Hoje eu sou mais transparente, no sentido de sim falar o que eu realmente sinto, mesmo estando errada. Eu entrei lá, era apenas uma menina e hoje sou uma mulher.
    Sou uma grande pessoa? Obviously que não! Eu sou um ser errante, assim como falei diversas vezes aqui no blog. Tenho minhas falhas, minhas fraquezas e mais chato de tudo é quando você é cobrada por uma coisa que você sempre foi. Faltou coragem de me rebelar antes? Faltou, mas de fato, hoje eu sinto mais confiança no que desenvolvo na vida.
   Se aquilo que ele me falou me deixou chateada? Em termos, sim. Mas eu realmente precisei me revestir da sinceridade, pois guardar coisas pra si não faz bem para ninguém.
   E com tudo que estou aprendendo na vida, principalmente no meu trabalho - onde a minha chefe me dá muitos conselhos - ela sempre me diz que devo ser uma pessoa que se impõe diante das coisas. Isso não é feminismo - até porque não gosto nem do feminismo muito menos do machismo - é apenas uma forma das pessoas te respeitarem. 
   
E por hoje é só. 

Desabafo da semana: tentando ser corajosa

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  Eu estou muito nervosa. Com certeza, este texto ficará salvo em rascunho até o dia seguinte, pois acrescentarei mais fatos ao meu relato sobre o que estou prestes a fazer hoje.
  Mas o que irei fazer? Me matar? Keep calm, meu caro leitor. Você não tem tanta sorte assim. Pensou que estaria navegando em uma história de uma jovem suicida que está muito deprimida com sua vida? Chore de rir, pois ela não é assim. Ela é apenas uma jovem deprimida e confusa - apenas isso.
  Agora, irei relatar o que irei fazer. É tão difícil quando você sempre foi uma pessoa que se calou diante de todas as injustiças que sofria. Uma pessoa que ficou de cabeça baixa e aceitando tudo o que lhe falavam, mesmo tendo a absoluta certeza de que estava certa - "eu não quero desagradar ninguém", o que eu, idiota, sempre costumava dizer. 
  Pois bem, tudo mudou no momento em que eu não consegui mais dizer a frase "eu acho" e sim "eu acredito" e "eu tenho plena convicção", pois foi ali que amadureci e cansei de viver escondendo as minhas opiniões e ideais. 
  E com toda essa mudança, hoje irei revestida da minha armadura da fé, convicta e com a cabeça erguida, tendo plena convicção de que não posso carregar mágoas dentro de mim - o que pode me gerar um câncer - e que devo ser sincera com as pessoas, mesmo elas não merecendo.
   De fato, há pessoas que não merecem a sua sinceridade, mas eu mereço. E hoje, decido que não posso mais deixar a minha vontade para trás. Por que viverei a minha vida inteira me anulando para agradar as pessoas e poupá-las de algum tipo de sofrimento? Por que elas não podem sofrer e eu posso? 
   São muitas perguntas que estou buscando respostas. Eu preciso parar de ter crises de nervos por causa disso, eu preciso parar de ensaiar meus discursos de protesto, eu preciso parar de me preocupar com a opinião dos outros e principalmente pensar no que o meu mundo necessita - quando eu digo "meu mundo", me refiro ao que eu, como pessoa, necessito para ser feliz.
  Às vezes, você passa uma vida tentando provar que é "legal" para as pessoas. Vive dando sorrisos forçados, agindo de uma forma que não é coerente com o que você acredita, tudo para agradar aos seres deste cansativo planeta. Pessoas que na maioria das situações, não merecem nem receber a urina de um honrado cão de rua. 
  Nesta semana eu me afastei totalmente de certos amigos. Amigos esses - ou melhor dizendo, esse - que por ser mais velho do que eu - o famoso "peso prepotente da idade" - acha que pode me dar conselhos e apontar o que eu tenho feito de errado. Eu estou me esforçando CARAMBA! Dando o meu máximo, será que dá para notar um pouco? Cansei de conversas, cansei de viver tendo que dar explicações sobre as minhas falhas. Sou um ser errante, e daí? Posso falhar em vários quesitos, mas na faculdade eu tenho me saído muito bem e no trabalho também. Não posso reclamar e você também não pode! 
  E é por isso que nessa semana eu me aproximei de pessoas - ou melhor dizendo, de uma pessoa - que fez mudar um pouco este terrível foco que está a minha vida. Eu simplesmente precisava falar do passado e foi exatamente o que essa pessoa me levou a pensar. Do meu tempo de escola, do meu temperamento "Geração Coca-cola" do ensino médio, da vontade de usar roupas de rockeira sem nunca ter tido um tostão para comprá-las. Eu precisava respirar um outro universo e essa pessoa me levou para lá. E é por esse motivo que essa pessoa tem se tornado cada vez mais especial para mim, pois eu só quero isso, eu preciso, de uma válvula de escape
  Estou cansada de falar de burocracias, de regras chatas, de pessoas que vivem querendo me sabotar e que me odeiam, pessoas que adoram me criticar e acham que aquilo é minha vida. Mas para elas falta saberem que aquilo não é mais minha vida. 

A minha vida vai muito além disso ... 

Dancinha animada para comprovar que sou vitoriosa!


"Sem preconceito, mas a sua idade não irá me assustar"

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Palmas para o seu showzinho de presunção!
   Foi tão cansativo tentar elaborar um título que tivesse relação com o que eu vou falar. E realmente, ele ainda não está bom e talvez no fim do ano eu edite-o e coloque algo mais conveniente. Sim, ele ainda não se faz entender e talvez você esteja achando algo totalmente diferente do que eu tenho a intenção de escrever, por isso vamos ao objetivo de nossa conversa.
  Faz um bom tempo que amigos meus da paróquia me convidam para participar de um movimento que tem o seguinte limite de idade: dos 18 anos até a morte. E eu que estou acostumada com faixas etárias bem definidas em todo o lugar que vou, disse pacificamente que não estava interessada em participar no momento. Mas no fundo, no fundo, carrego uma filosofia que talvez soe preconceituosa para vocês, mas é o que realmente penso: não dá para misturar certas idades, sempre dá confusão.
  Sempre fui uma espécie de pessoa, assim como Josh Nichols de Drake e Josh que dizia "os pais me amam", e dessa maneira acreditava que todos os adultos do mundo me admiravam e que tinham total consideração por mim. Depois de todos os fatos relatados no post anterior, vocês podem ter uma noção de que nem todos os adultos me amam e nem todos me admiram.
  O trabalho da faculdade com aquela colega que estragou tudo também foi uma prova disso. Ela tem 53 anos, e ela simplesmente quis se achar a mais sábia de todas, por ter mais idade e fazer de conta que havia elaborado todo o trabalho sozinha - sendo que eu havia feito a maior parte. 
  Houve também uma outra situação bem semelhante. Hoje, iniciamos a disciplina de "Ética, Cidadania e Sustentabilidade", na faculdade e todas estas disciplinas que envolvem a palavra ética e cidadania geram polêmica. Principalmente porque haviam colegas com mais de 50 anos - que não eram da turma de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e sim de Redes de Computadores - e que começaram a colocar sua opinião de forma muito grosseira ao professor, tudo porque ele aparenta ter uns 20 anos a menos em idade do que eles. 
  O que podemos perceber de tudo isso é que há uma grande presunção por parte das pessoas mais velhas. Que afirmam que o "peso da idade lhes dão mais sabedoria que as demais". Porém, não adianta você viver 50 anos e a única coisa que fez em toda a sua vida foi ler "Zero Hora" e assistir "Jornal Nacional", pois de fato, essa experiência toda não irá valer em nada. Desculpe eu estar sendo tão sincera, mas nas últimas semanas eu tenho convivido demais com pessoas dessa faixa etária e elas só tem feito isso: achar que sabem mais e desvalorizar a opinião das pessoas mais novas.

  Eu tenho a certeza que todas as opiniões são válidas, e que, não é porque você tem mais idade do que eu, que o seu conhecimento é maior ou melhor. 

Perdão, Leonard Peacock

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Capa sugestiva.
Leonard Peacock: quem é ele? O que levou a ator Matthew Quick a colocar este título na capa? O que o jovem pretende fazer? E será que você é capaz de encontrar alguma identificação com o jovem? Através desta resenha você terá estas perguntas cada vez mais presentes em sua memória e não, este texto não tem objetivo nenhum de esclarecer as mesmas
   O porquê da leitura:  Quando se tem conta na rede social Skoob, é bem notável a infinidade de resumos de obras que estão disponíveis por lá. E um "clica aqui e clica ali" você acaba acessando um título jamais esperado. E quando li no resumo que a obra tratava da vida de um jovem com tendências suicidas, eu realmente me interessei em conhecê-la - pois histórias de jovens suicidas são extremamente atraentes.
   "Perdão, Leonard Peacock", conta a história de jovem rapaz que completa 18 anos e que está decidido a matar seu ex-melhor amigo Asher Beal e após, cometer suicídio. Um jovem extremamente atormentado por viver em uma realidade bem complicada, com o pai sumido e uma mãe, designer de moda, que não ligava nem um pouco para o filho. 
  Um jovem que não tinha esperanças de um futuro, que apenas queria acabar com a sua vida infeliz e com a vida do seu ex-amigo que foi um dos responsáveis pela sua infelicidade. O livro trata de feridas muito difíceis de um jovem como Leonard, lidar. São situações dolorosas, traumáticas e quee é por estas razões que ele traz consigo um rancor tão intenso.
  Mas Leonard tinha um grande problema que no meu ponto de vista era o maior de todos: a falta de fé. O cara estava totalmente perdido e se sentia demasiadamente triste, porque ele não tinha esperanças de ter uma vida melhor e uma crença de que algo maior poderia modificar a sua vida. Ele não acreditava em Deus - e era por essa razão que ele queria acabar com a vida na esperança de que quando morresse ele apenas iria dormir eternamente. 
  E não julgo o fato dele querer se suicidar, pois já estive a ponto de fazer isto. Mas sempre o que me impediu foi Deus. Por eu ter fé em Deus eu acabava sempre pensando que seria imperdoável fazer isso. 
  O livro provoca uma grande reflexão em relação ao comportamento dos jovens, que em muitas ocasiões não percebemos o quão necessitados eles estão de um auxílio. Porém, percebo que os livros de adolescentes escritos por adultos carregam uma visão muito: adolescentes gostam de falar palavrões e sim, tem implicância com todos os adultos. Nem todos nós somos assim e os últimos livros da atualidade que tenho lido, tem trazido a mesma temática, com adolescentes mal educados e com vidas sexuais extremamente ativas - o que não se aplica a todos.
  E sendo o livro que encerrou a minha lista literária do mês Abril, eu confesso que este foi um mês bem decepcionante no quesito literatura. "Depois de você" e "Perdão, Leonard Peacock", foram obras que no meu ponto de vista foram decepcionantes, comparados aos outros livros que li anteriormente. Outro ponto importante é que por mais que "Moby Dick" seja um clássico, estou lendo de forma extremamente lenta e por isso posso afirmar que estou passando por uma "turbulência literária", situação na qual me envergonho muito. 
  Constato também que não tenho vocação nenhuma para leitura de livros do século XXI. De fato, sou o tipo de leitor que gosta de livros antigos, de algo mais trabalhado, de menos palavrões e de menos artefatos tecnológicos - como jovens utilizando o celular e computador. Não, não dá para ler livros que sejam muito parecidos com a nossa realidade. Afinal de contas, tudo que eu quero é escapar da realidade. 
  Vamos então à pergunta que não quer calar: Se eu recomendo esta obra?
   Mais uma obra que não sei se recomendo, pois ele é um livro extremamente pesado, até a última página você imagina que o pior vai acontecer e chega num certo momento que você não sabe mais se deseja que o cara de fato, se mate. Não provoque em você sentimentos psicóticos. (#ficaADica)

Frio, emagrecimento, tristezas e conceito A

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Isso explica tudo.

Meus caríssimos leitores, eu havia sumido. Motivos? Vários, muitos, diversos ... mas estes quatro tópicos citados no título acima resumem bem o que foi esta última semana. 
   Desde o dia que fui na fonoaudióloga a minha vida nunca mais se normalizou - tudo porque ela havia dito que seria conveniente que eu fosse ao psiquiatra. A verdade é que uma maré de situações ruins começaram a ocorrer e eu não soube lidar com isso de forma coerente.
   A frase que resume os meus dias tem sido: "estou cansada da humanidade em geral, todos os seres que têm um RG, data de nascimento, CPF, etc."
   Primeiramente vamos colocar os fatos que me levaram a usar de tal frase.
   Essa semana foi uma semana extremamente fria, e era realmente isso que eu queria. Um inverno glamouroso, aquela fumaça saindo de nossas bocas - parecendo aqueles fumantes do cinema - e aquele chá quente no fim da noite. Sim, tudo soaria perfeito para uma pessoa que vive em sua alegre casa nas bandas de Viamão,
   Mas antes de qualquer frio que venha a ser referente a temperatura, há o frio presente nos corações humanos. Aquela forma seca de tratar as pessoas, aquela indiferença tão dolorosa que presenciamos diariamente com pessoas que nenhum mal fizeram. Eis que me deparei com pessoas frias a semana inteira.
   Ser vítima de uma grande mentira é algo extremamente desagradável. Principalmente quando vêm de pessoas da Igreja - que são aquelas que você menos espera receber uma traição. E foi exatamente assim que me senti: traída. Pois, eu sei que tenho diversos defeitos e diversas atitudes negativas, mas desta vez não cometi nenhum erro e fui julgada antes mesmo das pessoas falarem comigo para confirmar se algo realmente havia acontecido. Estou muito magoada com estas pessoas, principalmente porque sempre as defendi quando foi necessário. Pessoas que não teriam moral nenhuma para falar de mim, afinal de contas não trazem consigo nenhum afeto para com as pessoas do grupo - mas isto não vem ao caso. Por isso, nesta semana semana terei a oportunidade de falar tudo que está me incomodando e realmente não irei medir as palavras. Cansei de estar sempre "pisando em ovos" com as pessoas que no seu íntimo, não estão nem aí para mim e que simplesmente só querem atender aos seus interesses. Pessoas que só me consideravam até o momento em que eu concordava com elas, que favorecem os filhos porque acham "que eles são perfeitos" e se esquecem da imparcialidade que deve existir quando se está a frente de determinadas funções.
   Eu sempre me calei diante de tudo na minha vida, sempre aguentei firme, sempre mantive uma reputação que talvez nem fosse a minha e por qual razão?
   Porque eu virei um verdadeiro fantoche na mão da sociedade. Isso sim! Eu não faço o que eu quero e sim o que a sociedade me impõe. Eu sei que me envolvi num emaranhado de compromissos e que talvez isto esteja me trazendo algum transtorno relacionado ao estresse, mas mesmo assim, estou me sentindo um verdadeiro instrumento de trabalho - uma espécie de pá que está apodrecendo e que não quer mais fazer o seu serviço de obra - talvez a comparação seja bem estranha, mas foi a única coisa que me lembrei. 
   E no meio de todo esses estresse que me levou a chorar amargamente, percebi que nem tudo que a gente pensa deve ser falado para outras pessoas. Quer dizer, se você está furioso com alguém, você não deve comentar com outra pessoa o que sente - principalmente se é o filho da pessoa em questão - pois ela provavelmente não irá gostar e você irá se arrepender de todos os desabafos que fez para ela. 
   Isso com certeza me levou a pensar o quão cansativa são as pessoas. Por isso eu sempre fui um ser anti-social que ama conversar com gatos. Porque eles resolvem os problemas através de arranhões e pronto. Sem conversas, sem diálogo, às vezes um miado prolongado e nada mais.
   Mas isso não é nada comparado às mazelas da humanidade. A cada segundo do nosso dia ocorrem tragédias nos lugares menos esperados e mortes de pessoas que você jamais iria imaginar. Infelizmente uma grande amiga minha perdeu o pai nesta última semana e o mais chocante de tudo é que eu havia visto-o um dia antes da fatalidade. Não sei qual foi a causa da morte, mas posso afirmar que isto me doeu muito, pois são nestas situações que aprendemos a dar valor aos nossos pais, que se esforçam tanto por nós e que na maioria das vezes somos ingratos e não sabemos expressar de forma adequada o amor que sentimos por eles.
   E a semana se passou e nunca mais vi meu ex no ônibus - viva! E outro "viva!" também, para a minha balança que acabou de registrar que perdi 1 Kg
   Importante frisar também, que mesmo depois daquela situação horrorosa no qual minha colega que atrapalhou de forma estúpida a apresentação final da disciplina, eu consegui tirar um conceito A. Fiquei imensamente feliz com essa notícia, pois o professor percebeu o quão dedicada fui e o quão importante era para mim o sucesso daquele projeto. 
E por hoje era isto! beijos e boa semana!