Depois de Você

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Para responder a alguns curiosos: Jojo Moyes é mulher.
 Talvez muitos não saibam, mas meu primeiro post deste blog foi tratando a respeito do livro que antecede ao que irei falar hoje. Foi tão difícil de escrever a respeito do livro - que me provocou um grande abalo emocional, além de me levar uma enorme crise de choro - que não fui capaz de escrever sequer uma resenha. Simplesmente soltei um spoiler gigante dizendo que o protagonista morria no final - mas agora com toda essa questão de lançar filme sobre o livro, todo mundo já sabe o desfecho da trama. 
   O porquê da leitura: "Como eu era antes de você" me levou a duas horas de um choro compulsivo. Por isso, eu havia decidido que tão cedo não iria ler a sua sequência. Porém, como na vida da pessoa bipolar as opiniões mudam, e com todo esse ''alvoroço" com o lançamento do filme, resolvi mudar os rumos do meu itinerário de leitura para dar uma pequena "brecha" para esta obra.
   Para quem não sabe vamos começar entendendo a história do livro "Como eu era depois de você" e logo em seguida vamos para o livro em questão, combinado? (ATENÇÃO, os parágrafos abaixo são spoilers).

 "Como eu era antes de você" conta a história de um cara chamado Will Traynor, jovem, bonito, extremamente bem-sucedido, que tem sua vida totalmente modificada após um acidente que o deixa tetraplégico. Paralelamente o livro conta a história da jovem Louisa Clark, que usa roupas coloridas, que trabalha em uma lanchonete e é noiva de um fisiculturista extremamente convencido que jamais a coloca em primeiro lugar nos seus planos. No desespero de encontrar um novo trabalho e fazer algo que realmente poderia fazer sentido, Louisa vai até uma agência de empregos em busca de um novo trabalho. Lá ela acaba encontrando uma vaga como cuidadora - profissão na qual ela nunca havia exercido na vida - e ela resolve aceitar esta missão. Chegando na casa de Will, ela passa os primeiros dias lutando para que o jovem pudesse ao menos dizer um "bom dia" para ela. Aos poucos Louisa conseguiu de alguma forma, amolecer o coração de Will que estava totalmente endurecido por causa de seu trágico acidente. Com o tempo eles se apaixonam e Louisa descobre que Will havia marcado um procedimento na Suíça, na clínica Dignitas, no qual, ele iria cometer suicídio. Sua família estava de comum acordo, já que Will não havia apresentado grandes melhoras e o jovem se sentia muito infeliz da maneira na qual vivia. Louisa fez de tudo para tentar impedir que isso ocorresse, porém nada foi capaz de deter as vontades do rapaz. Nem mesmo o amor que ele sentia por ela. E o livro acaba assim, provocando grandes suspiros e soluços. 
Cena do filme "Como eu era antes de você"  que promete ser muito bom.
    "Depois de você" segue com seu trajeto focado em Louisa, que tenta se recompor após a morte de Will. Com aquele acontecimento sua vida havia mudado drasticamente, o que a levou a uma profunda depressão. Depois de um dia intenso de trabalho, Louisa se embriagava, dormia altas horas da noite e estava totalmente infeliz. Num certo dia, ela acaba subindo para o terraço do apartamento onde morava e sem querer ela acaba se desequilibrando, e cai do alto de seu prédio. Ela tem diversas fraturas, inclusive uma na bacia, o que a leva a um bom período de recuperação. Neste meio tempo ela conhece Sam, um enfermeiro que muda totalmente sua vida, além do surgimento da filha de Will, a problemática Lily
   Sobre o segundo livro não irei falar muito, pois, acredito que aqueles que já leram o primeiro irão ler o segundo e os que estão lendo o segundo talvez não tenham chegado no desfecho, enfim ... vamos deixar isto para outro momento. 
   Mas eu preciso muito falar sobre o que eu achei da obra. De verdade, se eu não falar aquela minha veia que fica pulsando na minha testa provavelmente irá estourar - brincadeira! Mas enfim, o que está obra agregou e o que não agregou ao meu camarote literário?
   Quando fui ler o livro criei uma expectativa muito grande já que o primeiro livro havia sido muito bom. Porém, esta continuação para mim foi uma grande decepção. A rebeldia de Lily que estava sempre fazendo alguma besteira, a forma como se desenvolve o romance entre Lou e Sam, as narrações de "seu corpo nú blá blá blá", a impressão de que ela só queria sexo com o rapaz - muito chato para mim que vivo num mundo Jane Austen da vida, onde o mais romântico é aquele que se preserva. O fato de Lily ir morar com Lou sem elas terem nenhum parentesco soa de forma absurda.
   Por mais que a mãe dela fosse uma maluca, é muito estranho uma menina sem nenhuma ligação com ela ir até lá à procura de informações sobre o pai. Sinceramente isso não se encaixou com o livro. Na minha opinião a história poderia ter acabado no primeiro livro, sem haver necessidade de continuação.
  Alguns momentos de rebeldia e frases de Lily, fizeram com que eu tivesse uma vaga lembrança de dois livros que marcaram minha trajetória literária - de forma negativa. A série Numbers de Rachel Ward, da trilogia, dois eu já li e que tratam os adolescentes como se fosse uns verdadeiros seres sujos e que só falam palavrões, pois eu digo para você querida Rachel, QUE NÃO EXISTEM APENAS JOVENS DE QUE SE COMPORTAM DESTE JEITO, ESTÁ BEM?
   Outro ponto que achei muito diferente de um livro para o outro - o palavreado. Sim, sabemos que o outro livro utilizava alguns palavrões em alguns momentos, mas este foram em muitas situações, o que se tornou algo cansativo. Eu posso até falar palavrões quando estou irritada, mas não significa que gosto de lê-los em livros. Existem maneiras muito melhores de realizar um xingamento sem utilizar este tipo de linguagem. 
   Dos trechos do livro que me marcaram bastante, foram estes:
Exatamente. Quantas pessoas perdem os pais e mesmo assim são pessoas dignas e honestas?
Como diz uma grande amiga minha "não existe essa coisa de alma gêmea, nós não nascemos colados com ninguém. Ninguém precisa completar você.
Isso comprova aos meus amigos que a cor azul-petróleo existe. NÃO É FRUTO DA MINHA IMAGINAÇÃO SEUS IGNORANTES.
É trágico pensar que Louisa amou um homem que não a amou a ponto de viver por ela. #ficaAReflexão
   Dos pontos positivos, posso destacar: que não me senti tocada em momento algum - sim, eu chorei imensamente no primeiro, mas neste não. Em alguns momentos pude rir de algumas situações, mas a maioria me irritei por tamanho absurdo - já não sei se isso é bom ou ruim, então ficam como pontos interrogativos
   E a está obra será uma das primeiras que neste blog irei utilizar a tag #NãoSeiSeRecomendo, exatamente isto. Se eu recomendo esta obra? Não sei

Um filme que você deve assistir, contanto que esteja transbordando de alegria

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Sexta à noite: dia de assistir filmes extremamente dramáticos para que você acorde no outro dia com o rosto extremamente inchado por ter derramado tantas lágrimas.


  Vocês já devem estar cansados de ler "porque neste momento este tipo de coisa eu NÃO podia ter acontecido" ou "eu não podia ter assistido" ou melhor ainda "neste momento eu não estou preparada para isso" nos meus últimos 10 posts.
  Mas é óbvio, mas óbvio que eu sou a espécie mais terrível de ser humano que gosta de punir meu frágil coração com filmes, livros e pessoas que me deixam demasiadamente triste. Por isso, vamos para mais um item na lista "filmes tristes que eu assisto para me punir por existir em um mundo onde todo mundo é feliz, menos eu". Pois estes filmes, me fazem pensar que não só a minha vida é triste, mas destes personagens também.
Enoch, um cara gato, mas com manias esquisitas. Era um "penetra de velórios", onde ele chegava sorrateiramente e quando ele percebia que alguém estava desconfiado de sua presença, ele se retirava. Ele morava com a tia, mas no início não conseguíamos entender porque ele mal falava com ela.
Tinha um amigo fantasma, o Hiroshi, que no primeiro olhar ele parecia ser real. A vida infeliz de Enoch começa a mudar um pouco de forma ao conhecer Annabel, uma menina muito alegre e cheia de vida que havia lutado contra o câncer durante um bom tempo e dias depois de conhecer Enoch, descobriu que sua doença havia voltado e que tinha apenas 3 meses de vida. 
Annabel falou abertamente para Enoch o seu estado de saúde. E ele se comprometeu em ajudá-la a viver da melhor maneira possível estes últimos momentos, ele disse que iria "ajudá-la a lidar com a situação da morte, pois ele já tinha experiência com isso".
Mas que experiência o jovem Enoch tinha?
Num certo dia, ele e seus pais foram visitar sua tia - a tia que mora com ele - pois ela havia ganhado um grande prêmio. No caminho, eles sofrem um grave acidente que leva os pais do jovem à morte e Enoch passa um bom tempo em coma. Após esse momento de coma que ele conhece o espírito de Hiroshi, que havia morrido na guerra. 
Enoch e Annabel se apaixonam e vivem momentos muito especiais juntos. Em meio a todas as dificuldades que a jovem estava enfrentando, ele estava ali, sempre com ela. Ao longo desse processo, Enoch também redescobre um lado seu que havia morrido - o lado da esperança.
O longa também nos faz refletir a respeito de como aproveitamos a nossa vida e de como é importante nós valorizarmos cada momento. 
Assim como essa frase: 
Se você de fato gostaria de assistir este filme, primeiro vamos aos "poréns". Recomendo esta obra se:

  • Você está extremamente feliz e de bem com a vida
  • Se você não está chateada porque o cara que estava apaixonada por você resolve se apaixonar por uma menina que usa "cróquis"
  • Se você não tem uma pilha de trabalhos para fazer
  • Se você não tem nenhum ex-namorado na sua cabeça
  • Se você está disposto a refletir sobre a morte
Isto é tudo pessoal!

Quando a segunda-feira está com cara de segunda-feira

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O que fazer perante isso? O que fazer?
   Perdoem-me pela redundância do título. Porém não há nada que possa definir este dia que está pela metade com o seu próprio nome. Yes, segunda-feira: você não está sendo um dia legal.
   Na noite de domingo, quando eu adormeci, acordei com perspectivas enormes de que o dia seria um sucesso. Afinal de contas, irei apresentar o trabalho em que estive focada durante tanto tempo, um projeto que me consumiu horas (muitas e muitas horas, além da vida social). 
  Mas o que nos deparamos ao começar o dia? Uma grande chuva, a escuridão em pleno momento que o sol deveria estar surgindo, aquele cenário de filme de terror, o congestionamento, o ar-condicionado do ônibus que não funciona, enfim, mas isso é tão pouco mas tão pouco que não vale a pena me estressar com isso.
  E eis que o momento chega. Pontualmente às 9 horas da manhã estou lá, juntamente com o meu grupo, prontamente "organizados" para a apresentação que iria ocorrer. E então começamos, e foi neste momento minhas expectativas de um futuro promissor na área do design foram se esgotando pouco a pouco.
  Minha cara colega iniciou apresentando os problemas e o que ninguém esperava era que ela fosse atropelar toda a apresentação, inventando causas inexistentes, regras que não foram estipuladas no escopo, interrompendo os demais momentos dos colegas e atrapalhando tudo que havíamos planejado.
  Eu nunca havia estado em uma situação como essas. Apresentar um trabalho ruim, sim, várias vezes. Mas um trabalho bom que estava muito bem organizado e que teve a apresentação estragada por uma colega, nunca. Realmente, ela falou tanto, mais tanto, que o professor nos avisou que havíamos estourado 5 minutos do tempo estipulado, o que levou aos demais membros do grupo a terem que falar de forma extremamente rápida e atropelada.
  O estrago foi tão grande que eu não tive como corrigir todos os erros que ela havia cometido. Falei com calma o que me era designado e reorganizei os pensamentos confusos da minha colega. Mas não havia muito o que fazer, como eu havia dito anteriormente o estrago já estava feito.
  Por fim, o professor começou a realizar algumas perguntas, a fim de deixar os membros do grupo embaraçados. Realmente haviam aqueles que não fizeram praticamente nada, mas também, havia aqueles que se dedicaram, mas que na hora "H" (apresentação) estragaram tudo, pela razão de não saberem respirar e ter um pouco mais de foco.
  Mas de todo este símbolo de fracasso marcado eternamente na minha vida acadêmica as lições que posso tirar de tudo isso é:
  • Você não é dono de um trabalho em grupo
  • Não adianta você querer falar mais que os outros e modificar tudo que foi estipulado anteriormente 
E acima de tudo:
  • Distribua as tarefas! NÃO ADIANTA! O PROFESSOR IRÁ DESCOBRIR QUE OS OUTROS NÃO FIZERAM E VOCÊ QUE FEZ TUDO SERÁ O PANACA QUE MAL PODE FALAR PORQUE FOI INTERROMPIDO POR UMA PESSOA QUE ... QUE POR MAIS QUE TENHA AJUDADO EM CERTOS MOMENTOS, ATRAPALHOU A APRESENTAÇÃO PACAS ... (isto vem do fundo do meu coração, okay?!)
   E para piorar a situação, descobri que estou sendo vítima de outra injúria. Não adentrarei no caso, mas a grande verdade é que meus nervos hoje não colaboram nem um pouquinho para eu aceite isso com facilidade. Realmente eu não sei mais o que tenho feito de errado para ser sempre apontada pelas pessoas. Sempre quando erro, eu busco avaliar as minhas falhas. Mas desta vez não errei, mas fui colocada num emaranhado de situações que não tem nada a ver comigo. 
Espero que este vento de segunda-feira leve tudo que há de ruim embora.

E é isso meus caros leitores. Rezem por mim, please. :D 



O Cão dos Baskerville de Sir Arthur Conan Doyle

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O segundo de muitos livros deste incrível detetive no qual eu irei ler.

   Mais uma vez vamos nós: é tão difícil fazer uma resenha de um clássico como esse. Nossa! Eu simplesmente me sinto tão insignificante para escrever tal texto, mas preciso tentar. Vou tentar expressar tudo que eu senti e percebi a respeito dessa obra que nos provoca tantas dúvidas e tantos mistérios até a sua última página. 
O porquê da leitura: Como muitos já sabem, eu estou participando do desafio "50 livros do século XX para ler antes de morrer" e "O Cão dos Baskerville" foi um deles. Bom, admito para vocês que fazia muito tempo que queria ler esta obra, então, a desculpa do desafio foi apenas um pretexto para colocá-lo na frente de todos os outras metas de leitura que estavam na lista.
Durante as férias, caí no grande equívoco de assistir o filme de 1969 baseado na obra. E explico a razão de ter sido um grave erro: porque o filme é muito fiel ao livro e as mudanças de fato, são bem pequenas. Por esta razão, eu já sabia praticamente tudo o que iria acontecer, porém, todo mundo sabe que os livros são bem mais detalhados que os livros e são infinitamente melhores, principalmente para um bom leitor que curte criar cenas mentais acerca do que está lendo.
"O Cão dos Baskerville" conta a história de uma família, cujo nome está no título da obra, em que segundo uma lenda que circulava na região, todos os homens - primogênitos da família - eram atacados por um cão furioso. Muitos diziam que era um cão vindo dos infernos, uma espécie de diabo, que atacava estes homens.
Mas como Sherlock Holmes e seu amigo Dr. Watson embarcam nesta história? Pois bem, há pouco tempo atrás havia ocorrido o falecimento do Sir Charles Baskerville, que tudo indicava, a causa de seu falecimento era um ataque do coração. Rumores circulavam de que ele havia enxergado o tal cão diabólico e havia tido este enfarte. 
Um grande amigo do falecido e morador da região, Dr. Mortimer, vai até Londres atrás do famoso detetive e pede o seu auxílio para que o ajude a desvendar este mistério que envolve muitas gerações da família Baskerville. Por isso, o velho amigo de Sir Charles conta a lenda para Sherlock, que a trata com certo tom de deboche. 
Dr. Mortimer estava preocupado que este mesmo desfecho ocorresse com o jovem Henry Baskerville que era herdeiro de Sir Charles e que seria o novo morador da mansão. Por isso, Sherlock encaminha Watson para que acompanhe o jovem Henry, pois ele estará resolvendo um caso em Londres.
Enquanto Watson trata de cuidar da segurança de Henry, ele relata tudo através de cartas ao amigo Holmes. Durante este período, Henry se aproxima de alguns vizinhos da região. Um deles é Jack Stapleton, um ex-professor, muito suspeito, que mora juntamente com sua "irmã". 
A história é cercada de grandes mistérios, pois até certo ponto o leitor imagina que algo sobrenatural de fato está acontecendo por ali, mas só no fim da história, que a lógica se fará exposta, obviamente pelas grandes elucidações feitas por Sherlock Holmes.
Comparando o longa com o livro, há esta lacuna de tempo em que Sherlock Holmes não está presente no caso - está em Londres ou e pelo menos "finge" estar - no filme, isto parece ser em um curto período. Já no livro, podemos perceber que a sua ausência é por um período bem maior.
O final da obra não é tão surpreendente porque quando se encaminha para a parte final, já se tem uma ideia de quem possa ser o grande criminoso, porém o mais enriquecedor de tudo é a forma como são elucidados os casos, pela mente brilhante do Sherlock Holmes. E algo que jamais poderemos esquecer a contribuição dada por Dr. Watson que relatou estes dados completos para ele. 
** Algo espetacular nesta obra também são os ataques de mágoa do Dr. Watson, é hilariante, assim como esta frase dita por ele: 
"Então você me usa, mas mesmo assim não confia em mim!", exclamei com algum rancor. "Acho que mereço coisa melhor de você, Holmes."
                                                       - CONAN DOYLE, Arthur. O cão dos Baskerville. Zahar. 2013.

                   Li a edição "Bolso de Luxo" da editora Zahar que é simplesmente perfeita! 

E vamos para aquela pergunta que sempre estará no fim das minhas resenhas: Se eu recomendo esta obra? Obviamente que sim, mon cher! (Sim, usei francês porque achei oportuno) 





Feriado com "Tudo Acontece em Elizabethtown"

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"IS THAT ORLANDO BLOOM?" - entendedores entenderão.
Você começa o filme de madrugada - aproveitando loucamente o Netflix - e você acaba de assistir o restante no outro dia - porque sim, eu sou uma grande dama sonolenta que mesmo perante a um filme maravilhoso ela consegue adormecer.
   Quando o filme inicia você ouve repetidas vezes as palavras: fiasco e fracasso. Você enxerga um personagem totalmente derrotado por um projeto de calçados que ele trabalhou durante muito tempo e que causa um prejuízo de 972 bilhões para a empresa em que ele trabalhava. O que provoca é claro: a sua demissão e o término do namoro com sua namorada mega-hiper-desagradável.
  Aquele personagem foi do sucesso ao fracasso, da mais alta confiança para o mais mal tratado dos funcionários. Ele realmente estava muito infeliz. Por isso, ele resolve cometer suicídio. Uma tentativa bem esquisita, por sinal - e não contarei porque espero de verdade que você assista esse filme.
   Mas no meio desta tentativa maluca, ele acaba recebendo uma ligação de sua irmã, avisando que seu pai havia falecido. E foi neste exato momento em que as coisas começam a mudar.
   Seu pai havia viajado para a sua terra natal - Elizabethtown - e lá infelizmente havia falecido. Por isso, a mãe e a irmã do jovem, destinaram a ele a missão de ir até a cidade e trazer as cinzas de seu pai para a Califórnia. 
   Nesta viagem, muitas coisas acontecem, principalmente a reconstrução de sua vida. O jovem Drew conhece uma aeromoça - que vai mudar totalmente sua visão a respeito da vida - sua família - primos, tios - que ele nunca havia conhecido e descobre que sim, é possível começar do zero e que os fracassos são apenas pequenas percalços que te tornam mais fortes.
   Mesmo diante das situações complicadas, você consegue dar umas boas risadas em certos momentos do filme. Porém nos últimos dez minutos eu acabei me emocionando com o momento em que ele lembra de sua infância juntamente com o pai. 
     Outro detalhe importante é que o filme é com o lindíssimo Orlando Bloom, ou seja, LINDÍSSIMO ORLANDO BLOOM.
   E se você está vivendo aquele momento da vida em que "sim, quero ver coisas românticas mesmo não vivendo um romance" - assim como eu, morra de dor no coração com esta imagem:
Choro compulsivo por duas semanas!
Até mais meus leitores!



Yes, I'm a child crying

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Ouvindo todas as músicas da Demi Lovato presentes em sua playlist pela manhã? Oh,  você está numa deprê!
  Sim, meus caros leitores, hoje não é um bom dia.
  Ele não tem sido, a princípio.

    Quando acordo, mal sei onde estou, mas sei que devo levantar. Mais um dia, mais uma luta diária com a comida requentada e o trabalho - mas encaro isso com positividade, pois ter meus queridos livros nas mãos no início do mês, é isso que importa.
  Vamos ao que interessa: eu tinha que apresentar um trabalho para uma turma repleta de profissionais de TI, que são verdadeiros mitos e eu sou apenas uma amadora tentando dar certo na vida. A apresentação foi boa e recebi alguns elogios.
     Mas o dia ainda estava estranho ... e ainda está.
   Cheguei no trabalho, meia hora antes do habitual - pois minha apresentação acabou cedo. Nos exatos 6 minutos após ter começado meu expediente, levei uma espécie de ''puxão de orelha'' da minha chefe. Tudo por uma desatenção minha. Não foi algo grande, foi realmente bem pequeno, mas hoje, especificamente hoje não era o dia que esse tipo de coisa poderia acontecer.
   Hoje eu não estou bem, estou triste. Briguei com um dos meus melhores amigos ontem e eu nunca havia agido de tal forma. Estou pesada, estou com uma verdadeira exaustão e não sei exatamente a razão deste desânimo.
   Depois que ela me deu esta admoestação, eu tentei de fato me esforçar para não errar de novo. Mas surgiu-me uma grande fraqueza nas pernas e uma vontade enorme de chorar. Yes, I'm a child crying. Mas como eu disse, não estou nos meus melhores dias e penso que só estou aqui de fato porque preciso de dinheiro. 
   Meu trabalho não é algo ruim e não posso reclamar das pessoas que estão a minha volta trabalhando comigo. Foi uma desatenção minha, mas também não quero me condenar. Afinal, eu estou sempre me cobrando para ser uma pessoa perfeita e acabo me frustrando com isso.
   Não sei até quando as pressões do mundo vão me fazer sofrer, mas estou pensando seriamente em começar a beber vinho com mais frequência. Acho que só a bebida alcoólica me fará esquecer um pouco dos aborrecimentos do quotidiano. 
   Para melhorar o meu humor mesmo, só se eu recebesse uma declaração de amor explícita no dia de hoje com direito a uma entrega de rosas e uma serenata no meu portão - o que é algo impossível, ou seja, me aturem de mau humor até amanhã.

"Este livro sou eu"

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   E então meus caros leitores? Fazia um bom tempo que não destinava minhas postagens a resenhas deveras interessantes. Motivo: fiquei empacada uns bons dias lendo as Memórias Póstumas de Brás Cubas e a causa, motivo, razão e circunstância vocês irão entender agora.

   O porquê da leitura: Estava eu em minhas aventuranças literárias na Internet e eis que de repente me deparo com esta página: Se você fosse um livro, qual seria? (para você fazer o teste clique AQUI) e o resultado resultado foi: Você é o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. E por esta razão resolvi deixar por um instante o desafio dos 50 livros, as metas literárias à parte e embarcar de vez na história que assim como indica o teste "sou eu".
Imaginem minha reação ao saber: "Memórias Póstumas de Brás Cubas, what???"
   Primeiramente gostaria de deixar este questionamento em aberto: como escrever uma resenha sobre uma obra de Machado de Assis? Me sinto tão indigna para isso, diante de uma genialidade e um conhecimento tão vasto que, com certeza, dedicarei uma semana na elaboração deste texto (e não me julguem pela demora, pois me sinto uma espécie de feto no mundo da literatura). 
   Memórias Póstumas de Brás Cubas tem um título bem sugestivo, pois se trata de memórias escritas por uma pessoa que já morreu, ou seja, nosso querido Brás Cubas. O mais interessante da obra é que realmente você se sente dentro dela, pois o personagem faz uma espécie de diálogo com o leitor. 
   Brás Cubas, após a morte, conta sua própria história, desde a infância, onde era conhecido por ser um menino muito travesso, sua relação com a família e principalmente sua vida adulta. Os romances em que esteve envolvido sempre eram tratados de uma forma intensa. Primeiramente, foi apaixonado pela prostituta Marcela, onde ele foi capaz de gastar grandes quantias em dinheiro para comprar jóias para a moça.
   Depois de um tempo, quase se apaixonou pela jovem Eugênia e só não se levou inteiramente por aquele "princípio de sentimento" porque ela era considerada coxa - ou seja, mancava de uma perna. O que me deixou um pouco chocada, porque, por mais que ele dissesse que gostava muito dela, ele não poderia se relacionar com alguém que tinha aquela dificuldade - deveras preconceituoso. Ele também foi amante de Virgília, uma mulher casada com seu amigo Lobo Neves, durante longos anos.
  A vida do herói Brás Cubas, não foi a mais correta nem a mais coerente. Ele não poderia ser considerado um modelo a ser seguido, mas também não poderia ser considerado um a não ser. 
   Machado de Assis consegue colocar em seu texto ironias, críticas à sociedade, comparações com grandes clássicos da literatura mundial e talvez tenha sido por isso, que esta obra se tornou um grande clássico da literatura brasileira.
   Eu nunca havia terminado de ler uma obra de Machado de Assis em toda a minha vida. Esta foi a primeira vez e me envergonho muito de não ter feito isto antes. A leitura é complicada para aqueles que estão acostumados a ler livros ingleses, assim como eu, mas não é nada impossível, pois depois de um certo tempo junto do livro, você não sente que a linguagem difícil seja um impedimento.
   Brás Cubas foi um homem que não fui capaz de decifrar se de fato foi feliz ou não. Ele vivia em plena confusão mental, poderia considerá-lo um bipolar. Um de seus momentos confusos, por exemplo, foi este que encontramos no primeiro parágrafo do capítulo LXXI:

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e ,realmente, expedir alguns magros capítulos para este mundo sempre é tarefa que distrai um pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica"
   Ou seja, podemos notar claramente a mudança de opinião que ocorre ao percorrer da obra. Mas como se trata de toda a vida de uma pessoa, não é nada assustador ver estas mudanças de opinião. Afinal, ao longo da nossa vida, quantas vezes prometemos nunca fazer algo, mas passado alguns anos fazemos? E deve ser por isso que segundo o teste, se eu fosse um livro eu seria  Memórias Póstumas de Brás Cubas, pois sou uma menina que muda de opinião cotidianamente e que está sempre nos limites de ser feliz ou ser infeliz

   A edição que li é da L&M Pocket, com notas explicativas sobre as citações feitas por Machado de Assis - o que me fez entender melhor o panorama tratado - além de um pequena biografia do autor. 
   E agora vamos para a pergunta de praxe: Se eu recomendo esta obra? Primeiro, vamos levantar alguns requisitos:
  • Se você realmente está com vontade de ler um livro do Machado de Assis
  • Se você está realmente disposto a ouvir uma história contada por um defunto
  • Se você quer dar boas risadas com um texto demasiadamente irônico
  • Se você quer ampliar seu conhecimento em literatura mundial
Se você se encaixa em pelo menos três destes requisitos, obviamente recomendo esta obra

"That's why my ex is still my ex"

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Sim, "Paranoid" foi a minha trilha mental nestes dias

   Antes de qualquer coisa, creio que veio como um sopro de inspiração este título, pois fiquei a semana inteira pensando em como escrever este texto e tentando organizar um rascunho. Não achava digno nada que eu escrevia sobre o assunto, porque era necessário que a semana inteira se passasse para que eu fosse capaz de dar uma boa descrição do que foi tudo isso (no final do texto, eu explico o motivo do título).
   Por mais que os anos passem, Jonas Brothers sempre estará na minha playlist do celular. Mais que isso na minha playlist da vida, pois sempre quando há uma situação seja ela triste, inusitada  ou engraçada que sou capaz de lembrar de uma de suas músicas e nessa semana não foi diferente pois realmente tudo indicava que "eu fosse ficar paranoica" (referência à música "Paranoid").
    Em meio aos diversos trabalhos da faculdade nos quais eu estava envolvida, com grandes problemas de relações com os grupos (incluindo discussões e prováveis términos de amizade), além da rotina de ir ao trabalho e a coordenação do retiro que ocorrerá hoje (gigantesca ansiedade) me levaram ao ponto de praticamente surtar gritando pela minha casa e não tendo condições sequer de chorar, porque não havia tempo para isso.
   Esta semana foi extremamente corrida, tentando realizar e lembrar de todas as coisas que preciso levar para o retiro. E mesmo assim tenho certeza que esquecerei alguma coisa (espero que desta vez não seja o meu chinelo). Mas enfim, quando estou com muitas tarefas fico extremamente desestabilizada, tendo crises de estresse e vontade de chorar. 
   E para melhorar o meu nível de estresse e de incômodos com a sociedade, eis que os mortos resolvem ressurgir das cinzas. Sim, duas vezes nesta semana eu peguei o mesmo ônibus que o meu ex-namorado (agora é possível entender o título da postagem). 
   Essa situação pode ser natural para muitos, visto que eu peguei o ônibus que vai para o bairro dele (isso não importa), porém isto NÃO PODIA TER ACONTECIDO. Fazia anos que não o via e isso era extremamente confortável para mim. 
   Foi horrível aquela situação do ônibus, nós dois nos olhamos fixamente nos olhos e não dissemos nada, logo em seguida cada um virou para o seu canto e continuou a agir normalmente. Mas a verdade é que, eu não agi normalmente. 
   Agi como uma perfeita idiota nervosa. Comecei a abrir minha mochila compulsivamente, a mexer no celular, como uma criança hiperativa. Tudo isso porque odeio estar perto de pessoas em que eu resolvi apagar da minha vida.
   Minha mãe disse: "se ele te incomoda tanto é porque tu ainda gosta dele", o que é uma grande BABAQUICE da parte dela. Porque quando eu decidi apagar ele da minha vida (assim como centenas de pessoas), eu simplesmente resolvi nunca mais vê-las na minha frente e apagar tudo mais TUDO que vivi com elas. Não quero ver, nem olhar, nem ouvir o nome, nem ser chefe dele um dia. Mas o fato de você rever aquela pessoa é como se você estivesse revivendo uma fase da sua vida na qual você se envergonha.
   Porque sim, não irei entrar em detalhes aqui, mas depois que terminei com ele muitas coisas na minha vida mudaram, de fato, coisas grandiosas aconteceram e hoje sou totalmente o oposto do que era. Não quero lembrar de quem eu era, pois aquela "eu" também me incomoda muito. E este é o grande problema da vida: as pessoas te remetem à locais, fatos, situações e coisas que te fazem sentir arrependimento do passado. Eu resolvi parar tudo, começar de novo e realmente estou conseguindo, exceto, quando acontecem estes contratempos.
   Todo este estresse que envolve a minha atual vida (a vida de adulto) mas que eu gosto imensamente, me leva a ter momentos de loucura, por isso essa música se encaixa perfeitamente com o que sinto. Por mais que o mundo possa mudar de cor, o meu ex se tornar alguém perfeito, ele sempre será o meu ex e não sinto vontade nenhuma de ter convivência com ele, assim como ele também deve ter repulsa de mim.
   Quando eu me apaixonei, me apaixonei por alguém inexistente, um personagem, um Shane Gray brasileiro que tinha um cabelo feio, eu criei alguém que não existia. Mas agradeço muito a Deus, por hoje, ter 20 anos e poder discernir o que é melhor para a minha vida neste momento, e saber que não cabe ninguém nela.
   Realmente, qualquer pessoa que eu tivesse apagado a minha vida, como por exemplo, um ex-amigo também me incomodaria muito ter que estar no mesmo ônibus que ele. E para ser bem sincera: neste momento, eu não estou nem um pouco a fim e sem nenhuma condição psicológica de dar de cara com ex-namorados desagradáveis. 

Isto é tudo pessoal!
Bom final de semana! 

Sobre os caras patéticos

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Esse é o tipo de reação que eu tenho quando encaro uma situação como essas
   Bom primeiramente quero dizer que se você está de bom humor porque é sexta-feira - eu também estou - mas nem por isso deixarei de falar do que eu mais costumo chamar de mundo imundo.
   Na maioria das conversas de família, enquanto todas as mulheres dão altas gargalhadas ao lado de seus maridos gordos, costumamos ouvir destes maridos gordos - não pedirei desculpas pela redundância - a seguinte frase: "aquela mulher X é amarga porque não tem marido! Ninguém quis ela."
   E esse é um comentário não só presente nas conversas masculinas, mas também em meio às "casadas convencidas" - citar Bridget Jones é ideal neste momento. E eu que serei uma provável pessoa apontada pela sociedade - se já não sou - por ser vítima da solteirice não poderei ficar calada diante de tais situações.
   Antes de tudo, vamos deixar bem claro dois pontos: a) eu não me sinto uma pobre coitada por estar solteira, afinal de contas, posso estudar, trabalhar, ir à igreja, ler meus livros sem ter que dar satisfação do que estou fazendo ou deixando de fazer. b) Não acho que um namorado seja a solução dos problemas de uma pessoa, lembrando que muitas delas quando estão em um relacionamento ficam demasiadamente melosas, chatas e se expõem nas redes sociais - o que não se encaixa em nada com a minha personalidade indiferente estilo inglês.
   Ontem à noite, voltando de ônibus para a casa, cheguei a conclusão do porquê muitas mulheres resolvem ficar solteiras para o resto da vida. Muita gente acha algumas estão solteiras porque não tiveram a coragem de assumir a homossexualidade ou porque não foram capazes de fazer um homem se apaixonar, mas eu discordo plenamente desta afirmação.
   Muitas mulheres ficam solteiras pelo resto da vida porque se tornam assexuadas. Isso mesmo, elas acabam pegando total nojo de todo gênero masculino, por suas manias, por suas maneiras ríspidas e insensíveis de tratar os outros - e existe uma gama muito maior de motivos que a levam para tal decisão.
   Não estou dizendo que me tornei uma criatura assexuada, pois não cheguei a tal ponto. Mas existem pessoas que, de fato, acabam se decepcionando planamente com os homens e que resolvem fechar seus corações para qualquer tipo de possível relacionamento.
   Mas como eu estava falando que cheguei a esta conclusão no ônibus, alguns atores estiveram envolvidos nesta minha constatação. Um exemplo deles é o cobrador do ônibus em que embarco diariamente, - sei que não devemos expor as pessoas na Internet e que este não é um sentimento cristão que eu irei expressar - mas o fato é que o cara é um dos seres mais desprezíveis da humanidade. Um tipo de pessoa que fica se insinuando para as passageiras "bonitinhas", que praticamente se agarra com uma menina dando risadinhas estéricas - ele e ela - e que mal atende aos passageiros que não lhe interessam - ou seja, nós, os passageiros feios e baixinhos. Que tipo de pessoa é essa? É bom provável que seja casado e está lá se exibindo, com suas bochechas vermelhas e seu aparelho repleto de sujeira - sim, eu já usei aparelho e sou bochechuda, por isso posso falar.
   É óbvio que não ouso dizer que aquela menina que se "entregou aos encantos do cara" não tenha culpa no cartório. Pois tenho uma visão tão pura a respeito dessas coisas, tão estilo Jane Austen, que não consigo aceitar esta forma tão urbana de se flertar com alguém.
   É revoltante ver pessoas que não sabem separar a vida sentimental da profissional. Se fosse um cara que estivesse de fato, apaixonado pela passageira, tudo bem, mas ele realmente estava querendo usar aquela menina, assim como deve fazer com as outras garotas. No fim da viagem, como eu sou uma das últimas a sair, vejo ele conversando com o motorista - que é jovem e patético como ele - contabilizando o número de telefones que ele conseguiu naquele dia. Como se cada mulher que lhe desse atenção fosse uma espécie de número, apenas para somar.
   Esse é o tipo de coisa que leva uma mulher a tomar a decisão de se tornar uma celibatária. Por que querer conhecer uma nova pessoa se ela pode agir dessa maneira com você? Por que perder a oportunidade de ler um livro para dar atenção a um tipo de babaca como esses? É por essas e outras razões que em 2016 não perderei tempo com este tipo de coisa.
E era basicamente isto que queria acrescentar para esta sexta-feira.