Do desafio dos cinquenta livros à compreensão dos problemas da seca no Nordeste

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    Talvez eu ainda não tenha comentado aqui no blog, mas fui convidada por uma grande amiga a embarcar no desafio dos “50 livros de 1900 para ler antes de morrer” - que você pode conhecer clicando NESTE LINK AQUI.
   O primeiro livro deste desafio foi nada mais nada menos que "Vidas Secas" de Graciliano Ramos. E eu que não sou uma pessoa com grandes dificuldades para ler livros nacionais, resolvi começar por este livro, porque sim, sou bem teimosa.
   Eu havia sido alertada pela minha amiga que "Vidas Secas" era um livro demasiadamente triste, o que tornava-o pesado de ler. E realmente ele é tudo isso e mais um pouco, mas como ando com um temperamento um pouco indiferente, acabei não me sentindo tão fragilizada assim.
   A obra narra a vida de uma família que enfrenta a grande seca do Nordeste. Fabiano, sua esposa "Sinhá Vitória", seus dois filhos e a cachorra Baleia - que tem grande importância nessa história - passam por gigantescas dificuldades, andando diversas léguas à procura de um abrigo. Até que encontram uma casa em uma fazenda abandonada e Fabiano começa a trabalhar para um fazendeiro.
   Não há nenhum momento da história que você possa dizer "que momento feliz e alegre! Eles merecem!", inclusive para aqueles que não tem uma sensibilidade literária, ou seja, os que estão começando a ler livros não conseguem captar as reações nem os sentimentos dos personagens. Pois, a narração, de alguma forma, tenta "adivinhar" o sentimento dos personagens, como se estivesse olhando-os através de uma lente diferenciada.
   Fabiano, o grande "herói" da história, era um homem que não se considerava homem e sim um "bicho", como há diversos trechos em que ele mesmo cita isso. Por esta razão, ele achava que não deveria refletir sobre o que passava e que os filhos talvez nem pensassem em nada, pois se tratavam de "bichos pequenos".
    Dentro daquela família havia sentimentos como as de qualquer outra. Claro que, é uma família que expressa seus sentimentos de uma forma bem distinta, afinal, eles não tinham convivência com praticamente ninguém da cidade e, quando iam até um lugar mais aglomerado, sentiam medo. Um momento extremamente comovente da história foi quando a cadela Baleia - fiel companheira da família - acaba sendo sacrificada por Fabiano, por já estar repleta de machucados e adoentada. Na obra, o autor tenta narrar os sentimentos da cadela, como se ela tivesse uma alma.
   Algo interessante de se comentar é que nesta edição que eu li - infelizmente já entreguei para a biblioteca central e não anotei o nome da editora - continha uma carta de Graciliano que se questionava se realmente os animais tinham alma - que particularmente, acredito que eles têm.
   A forma como eles viviam era extremamente humilde e era visível que os sonhos deles não eram muito grandes. Talvez, eles nem tivessem sonhos. Durante o tempo em que habitaram na casa abandonada, tiveram a oportunidade de viver uma vida mais tranquila, porém viviam sob a ameaça da seca atingir novamente aquela região e eles terem que ir embora para outro lugar.
   No fim da obra, encontramos a família indo embora de sua casa, rumo à cidade, trazendo dentro de si grandes receios e um pouco de esperança para o futuro dos seus filhos. O que podemos perceber é que a história em si não tem um desfecho concreto, se tornando algo semelhante com o cotidiano de muitas pessoas, ou seja, eles estavam indo para a cidade mas não sabiam se eles iriam se adaptar ou não com aquela vida.
   O analfabetismo era algo que atrapalhava muito a vida daquela família. A falta de um vocabulário para expressar o que sentiam, a dificuldade que tinham em entender qual a razão que "Seu Tomás da bolandeira" havia estudado e utilizava um vocabulário tão rico, faz com que a gente reflita que ainda existem pessoas no Brasil que não tem esse conhecimento e não são poucas.
   A obra me provocou diversas reflexões acerca de como as pessoas sofrem grandes dificuldades com a seca. Nós que moramos no Sul, temos um grande problema, pois esquecemos que existem outras partes do Brasil que passam dificuldades deste gênero, às vezes achamos que só nós temos dificuldade. A história me ajudou a ter mais compreensão em relação aos necessitados e entender que até essas pessoas que não sabem sequer ler e escrever têm coisas muito importantes para acrescentar ao mundo.
   Se eu recomendo esta obra? Primeiramente vamos aos requisitos:

  • Já estar acostumado com literatura extremamente triste 
  • Já ter lido algum clássico da literatura brasileira 
  • Estar disposto a aguentar a morte de um cão 
  • Não esperar que a linguagem seja atual ou requintada 
Se você consegue atender pelo menos três destes quatro requisitos, obviamente recomendo esta obra.



As impressões sobre: Emma Woodhouse

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Neste mês de março tive o deleite de ler a famosíssima obra de Jane Austen, "Emma", que traz consigo um título que vai muito bem a calhar - pois não há adjetivos que possam descrever esta protagonista, apenas o seu nome está a altura.
   A história conta a vida da jovem Emma - na qual você faz chegar  ao extremos de amor e o ódio a respeito dela, que vive em uma vila de Highbury com o seu pai loucamente exagerado e hipocondríaco Sr. Woodhouse. Lembrando que a personagem é riquíssima, bonita e jovem - ou seja, não dá pra encontrar alguma identificação com ela.
   O que nos leva a mudar de sentimentos em relação a Emma é a forma como ela muda rapidamente sua posição em relação aos seus posicionamentos. Há momentos em que ela é extremamente egoísta - uma legítima patricinha - e há outros em que ela quer apenas ajudar as pessoas, sendo gentil e amável.
  Emma havia feito uma promessa que jamais iria se casar, pois queria cuidar de seu pai que necessitava tanto de sua companhia. A sua irmã se chamava Isabella,  era casada com o Sr. John Knightley e tinham dois filhos.
   O romance trata da vida cotidiana de Emma, sua relação com os amigos, familiares e futuros pretendentes. Muitos de vocês podem pensar que as 597 páginas do livro se tornam cansativas por se tratar de algo do cotidiano, mas nada disso. Jane Austen escrevia muito bem e tinha plena consciência do que é necessário para envolver o seu leitor.
   Um grande exemplo disso e que nos envolve até o fim do livro é a amizade de Emma com sua amiga srta. Smith. A jovem que vivia numa escola das proximidades, que era bonita, porém de origem humilde e simples,fazia com que Emma tivesse grande compaixão em relação a jovem. Por isso, Emma resolveu se tornar uma espécie de casamenteira, indicando as pessoas nas quais ela achava mais adequada para a amiga. Primeiramente foi o jovem pastor Sr. Elton, o que gerou um grande embaraço, pois na verdade ele gostava de Emma. E depois foi o jovem Frank Churchill enteado de sua ex-governanta sra. Weston, que também gostava de outra pessoa.
   Neste ínterim entram personagens bem interessantes como por exemplo a srta. Jane Fairfax - uma menina que era sobrinha de uma mulher extremamente falante chamada srta. Bates, que havia morado com amigos de seu falecido pai onde ela havia tido uma boa educação e estava de volta para visitar a família. Esta personagem teve uma grande influência no destino de alguns personagens - mas não irei contar porque quero deixar esta surpresa para quem ler.
   A obra traz muita comédia, trazendo trechos irônicos dois mais geniais. Principalmente quando Emma está conversando com seu "amigo" sr. Knightley - irmão de John Knightley.
   Porém existe um trecho que achei um pouco polêmico - no meu ponto de vista moral - que se eu fosse debater aqui, teria que contar o desfecho do livro e não seria nada legal bancar a spoiler nesta altura da vida. Mas quando encontrarem um fórum sobre o livro, por favor, me avisem.
  A versão que eu li foi da Martin Claret e tem uma arte linda na capa. Lembrando que o livro foi publicado pela primeira vez em 1815.
  E vamos para a pergunta de praxe: se eu recomento está obra? Obviamente que sim.

A "des"iluminada

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Choro? Só que não! #semMake mesmo ;D
 Não, não estou infeliz tampouco querendo cortar os pulsos. Mas desde que descobri que não sentia nada por aquele menino de 15 anos -  que cansei de falar porque não faz sentido - eu acabei me tornando uma pessoa sem brilho. Não sinto vontade de me maquiar, colocar roupas coloridas ou justas.
   Fazia tempo que eu não me sentia assim. Juro que não é depressão, pois estou me sentindo bem. Mas não farei um esforço enorme como eu fazia semana passada como colocar um batom rosa e ficar um tempão tentando deixar o cabelo igualmente repartido. 
   Quando penso que inconscientemente eu fazia isso porque gostava de uma pessoa, me sinto a maior das idiotas. É preciso meninas, que nós tenhamos um pouco mais de vergonha na cara - talvez eu esteja sendo grosseira, mas estou dando um puxão de orelha em mim mesma.
   Nós nos maquiamos, arrumamo-nos com vestidos demasiadamente justos, colocamos sapatos apertados por muitas vezes agradar as outras pessoas - para que "as inimigas" não nos apontem ou os rapazes nos notem. Por que nos importamos com o que os outros pensam? Por que achamos que devemos ficar perfeitas(os) para quem gostamos? Por que nos cobramos tanto? 
  É claro que é importante nos amarmos e cuidarmos bem da nossa aparência. Mas tudo isso deve brotar do nosso íntimo, da nossa vontade de estarmos com aquela roupa ou com aquela maquiagem. Não devemos nos importar com o que os outros dizem. Isto vale para qualquer pessoa seja homem ou mulher.
   Agora é um pouco estranho começar uma segunda-feira sem aquela luz que estava reluzindo sobre mim. Eu parecia uma pessoa iluminada, que usava roupas coloridas, que usava um brinco de cor laranja e um batom rosa - não riem de mim, pois por mais que as cores pareçam não combinar, combinavam. Hoje, acordei sem vontade de sair assim e apenas quis ouvir uma música - rock mais pesado - nem ouvir as românticas. Cheguei na aula totalmente quieta e lendo "Vidas Secas" sempre que havia oportunidade. Não queria conversar tampouco falar do meu feriado. Ele foi perfeito espiritualmente falando. Deus realmente me tocou, mas aquela situação que eu coloquei no post anterior, não deve ficar sendo relembrada nem repensada. Devo apagar isso definitivamente.



A terrível identificação com Emma

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   Antes de começarmos a falar sobre o assunto, quero primeiro relatar alguns fatos cruciais que me levaram ao sentimento de hoje. Que sentimento? O de profunda indiferença.
Nesta última semana estive numa grande maré de alegria, não só porque o feriado se aproximava, mas também porque havia conseguido encerrar dois trabalhos da faculdade - faltando apenas um para o feriado.
   Por isso, quinta-feira não tive aula e nem trabalho. E durante o período da manhã fui pela primeira vez na minha vida na fonoaudióloga. Sim! Finalmente eu criei coragem e resolvi ir, sendo surpreendida por uma fonoaudióloga extremamente simpática e legal que quis saber toda a minha história de vida e o que me levou até ali.
   As notícias boas foram que eu não tenho praticamente problemas de dicção - a maioria das coisas são frutos da minha mente autodestrutiva - e que com poucas consultas irei resolver o meu problema com as palavras que contêm "s", na qual, tenho prolongado demais. Porém, quando eu contei a ela que aos 16 anos sofri de depressão e que me tratei com psicólogas e psiquiatra - inclusive citei a constrangedora situação de ir até a psiquiatra na companhia do meu pai - e ela disse que eu deveria voltar até lá. Por mais que eu mesma ateste que já esteja recuperada de meus problemas, ela disse que eu devo retornar, pois hoje, estou com outra mentalidade, confiante e mais adulta e isso poderia me ajudar muito.
   Mas essa questão fez brotar algumas dúvidas em minha cabeça: "Será que de fato tem algo errado comigo? Será que de novo eu preciso depender disso? Será que eu nunca deveria ter deixado de ir?"
   Por mais que a consulta com a fonoaudióloga tenha sido ótima, eu acabei começando a desconfiar das minhas atitudes e principalmente, pensando que devo estar voltando a sofrer de bipolaridade - sei que as doenças psicológicas não se curam de uma hora para outra, mas pensei que havia dado uma cessada.
   E durante a tarde continuei conversando com aquele menino que há algumas postagens atrás eu dizia "estar me apaixonando", pois nossas conversas via rede sociais estão cada vez mais frequentes. E aquela alegria de uma menina que está começando a gostar de alguém contagia não só eu mas as pessoas que estão a minha volta.
   Ontem à noite, o vi na "Missa dos lava-pés" e ao nos despedirmos ele me abraçou fortemente e disse que gostava de mim. Eu saí de forma tranquila, dando um leve sorriso que apenas eu poderia entender.  Fiquei extremamente eufórica, mas tive que disfarçar diante das outras pessoas. Durante a adoração, me ajoelhei e pedi para que Jesus me guiasse, se realmente era sensato seguir adiante com este princípio de relacionamento.
   Chegando em casa continuei a minha leitura do livro "Emma" de Jane Austen. No capítulo em questão, Emma dizia claramente que não daria chances para que Frank Churchill declarasse seus sentimentos por ela, porque ela mesma não tinha certeza se gostava ou não do rapaz. Ela estava bem confusa e em certos parágrafos, ela dizia que não gostava dele.
   O dia amanheceu e as coisas pareciam estar em sua normalidade - digo isso em relação a minha alma. Mas quando cheguei na igreja me deparei com o rapaz. E ele começou a andar atrás de mim o tempo inteiro, a me fazer perguntas, tentar puxar assunto e tentar me abraçar ou encostar em mim sempre que encontrava oportunidade. Eu estava na correria por causa do figurino - no qual eu era uma das responsáveis - e aquele exagero por parte do rapaz me provocou uma profunda irritação.
   A tarde foi passando e tudo foi se organizando, não havendo mais motivos para me estressar, mas ainda assim, os excessos por parte do rapaz não estavam me agradando, por sinal estava me incomodando muito.
  Não havia sentido tanto incômodo como eu estava hoje. A presença dele e os olhares me provocaram um certo desconforto . Senti que não queria mais aquilo. Não sabia se gostava ou não gostava mais, mas senti que aquele rapaz não tinha nada a ver comigo. Não há um futuro juntos, nem um começo, nem um encontro num belo parque ou à luz do luar. Não existe nós dois.
   No meio da celebração da paixão pensei em todas essas coisas. E uma culpa tomou em cheio o meu coração. Me senti a pessoa mais terrível do mundo, pois há um dia atrás eu estava alimentando os sentimentos dele, dando abertura e agora eu estava me afastando, não querendo que ele sequer olhasse para mim.
   Me senti monstruosamente mal, mas também pensei que havia pedido a Deus um sinal e bem naquele momento de profunda espiritualidade e oração eu tive total consciência de aquilo não me levaria a lugar nenhum.
   Eu me lembrei imediatamente de "Emma". Será que me influenciei pelo livro? Será que foi a minha bipolaridade que está se manifestando novamente? Tudo isso fez com que eu me sentisse totalmente pesada.
   Me senti como Dorian Gray dispensando a Sibyl Vane. Não sei se isso foi um grande pecado da minha parte, mas por fim, eu não consegui tolerar o seu abraço de despedida, não consigo entender porque aquilo me incomodou profundamente.
   Eu brinquei com o sentimento de uma pessoa e não foi nada voluntário. Fui uma mesquinha, não tenho condições de depositar meus sentimentos em uma pessoa, sou alguém doente. Simplesmente eu parei de gostar (ou achei de gostava) e não sinto mais nada a não ser pena. Tenho vontade de me afastar e fugir dessa situação, mas sei que amanhã serei obrigada a vê-lo e não será nada agradável. Não quero mais sentir o seu forte perfume, ele me incomoda, é como se fosse algo totalmente contra a minha vontade.
   Por que de um dia para o outro esse sentimento de repulsa começou a me dominar? Me sinto monstruosa por isso e não me orgulho nem um pouco. E peço perdão a Deus por isso, vocês não sabem o quão mal me sinto.

   Mas sei que quando isso passar, me sentirei livre novamente. Não enxergo mais uma vida ao lado de alguém, voltei a ter aquele olhar de um futuro caminhando solitariamente e segurando com suas mãos todo o peso de uma vida. Sim, eu estou preparada para ficar sozinha o resto da minha vida e não encaro isso como um drama.


Manifestações, preconceito por idade e reflexões cotidianas

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Bom meus caros leitores, eu sei que tenho estado muito sumida e se vocês me conhecessem há uns três anos atrás provavelmente não iriam reconhecer comparando com o que sou hoje.Pois, com certeza, em meio a todos estes protestos eu estaria gritando "vamos pessoal! sejam revolucionários! Geração coca-cola ativar!".
Mas hoje, com a minha rotina exaustiva de mais de 12 horas fora de casa, comendo marmitas esquentadas por nada mais nada menos que a versão humana do "Seu Sirigueirjo" não há uma gota de energia sequer para que eu possa me entusiasmar com as manifestações. Cadê aquela menina que queria mudar o mundo?
"A vida muda, os amigos mudam e o importante é você seguir em frente", já dizia Demi Lovato. Por mais que hoje em dia eu não seja mais fanática por ela, tenho a absoluta certeza de que está frase é uma das frases mais coerentes da vida. Porque a vida muda e nós mudamos com ela.
Em 2013, eu era uma menina que estava no ensino médio, fugindo da depressão e que não sabia o que queria fazer da vida de fato. Achava que o curso técnico ia resolver todos os meus problemas e que os professores não passavam de uns ultrapassados que só pensavam no vestibular da UFRGS - ainda penso as mesmas coisas a respeito deles mas ... vamos ao que interessa.
E hoje eu sou uma adulta, que sabe que tem responsabilidades, que precisa construir um futuro para poder se sustentar, se preocupando com as pessoas mais necessitadas mas sem nenhum tempo para ir para as ruas brigar por justiça. Como cidadã eu tenho plena consciência de que deveria ir até as ruas e protestar, mas não me sobra tempo para isso.
Acredito que a atitude de ir para as ruas protestar é muito válido. Mas não quero que as pessoas me obriguem a fazer isso, Pois esse tipo de coisa deve ser um desejo que brota do interior.
Mas algo que tem me incomodado muito nas manifestações é o fato das pessoas se apegarem demais aos ícones. Explicando melhor, as pessoas estão exibindo cartazes com fotos do juiz Sérgio Moro, colocando-o como um herói, sendo que ser honesto e julgar os criminosos seguindo as leis é mais que uma obrigação de uma pessoa que ocupa um cargo como o dele - melhor dizendo, TODOS NÓS devemos ser honestos.
Entendo que é importante nós valorizarmos aqueles que são justos e que atendem aos interesses da nação, mas não podemos julgar um lado como o mais perfeito e correto do mundo e o outro o mais errado e imperfeito do mundo. Temos que saber que todas as pessoas carregam interesses por trás de si e que mesmo eu, sendo um modelo de honestidade - na visão das outras pessoas - já pratiquei algo ilegal, como por exemplo, falsificar uma licença de um software.
E entrando no outro tópico no qual traz o título da postagem, hoje presenciei uma situação por deveras desagradável. Uma mulher, com seus mais de 55 anos - acredito eu - estava na faculdade indo imprimir algumas folhas e foi vítima de uns comentários com teor de deboche por parte de alguns alunos - ela pode não ter percebido, mas minha audição ultra aguçada sim.
Como o mundo é preconceituoso! Fico pensando se um dia vou me relacionar com aquele menino de 15 anos no qual falei. Como irei aturar este tipo de comentário por parte da sociedade? Sou muito frágil para essas coisas e realmente, não será algo muito normal eu ter que levá-lo até a escola de carro enquanto eu estarei me formando na faculdade. As pessoas debocham e não aceitam.
Por mais que eu tente ignorar o que a sociedade diz, o amor tem que ser muito forte para aguentar todas estas tribulações.
E ontem, quando estive conversando com ele percebi a grande distância que existe entre nós. Quando eu chegava do trabalho às 8 h da noite, ele me pergunta calmamente se eu estava jantando. "Cara! Eu trabalho! Eu chego tarde em casa, dá para entender? Não estou no segundo ano do ensino médio como você e sua vidinha regida pelos pais. " Talvez eu esteja um pouco nervosa para um início de relacionamento - na verdade, um relacionamento que não começou e que nem tem previsão de começar.
E é difícil refletir sobre quem você é em meio a tantas tribulações da sua vida. Refletir o seu passado e tentar pensar no que será o futuro. Será que somos reflexos disso?
Sei que são assuntos totalmente opostos - o preconceito e as manifestações - mas era necessário que eu pudesse colocar o que eu acredito a respeito destes dois temas.

Até mais !

Blogueira Fênix: Ressurgindo das cinzas

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  Oh! Isso é tão vergonhoso! Faz tanto tempo que não posto nada que mal sei por onde começar.   Quem sabe iniciemos pelos verdadeiros fatos ...
   Quando postei meu último texto estava vivendo aquela fase de uma jovem que almeja um trabalho para poder completar gradualmente sua coleção de livros. Hoje, eu estou trabalhando - neste exato momento para ser mais específica - no meu antigo emprego, ou seja, eles não me enrolaram como eu havia pensado e postado.
   Bem, fazem quatro dias que estou trabalhando e o que posso dizer é que sinto falta dos momentos em que ficava em casa brincando com o meu gato. Não tenho tarefas difíceis e situações complicadas, mas o grande problema é na hora que estou retornando para casa. Saio do trabalho às 19h - já está noite - e sou do tipo de pessoa que morre de medo de andar na escuridão da noite.
Ontem, embarquei num ônibus onde tive que fazer uma viagem imensa só para descer perto da minha casa. Tive que passar por vilas, por uma rodovia extremamente desagradável e fui a última passageira a desembargar do ônibus, isso mesmo A ÚLTIMA. Sempre tive fobia de ser a última a ficar em qualquer lugar, inclusive nas provas do ENEM - era por isso que eu sempre chutava várias questões para não ser uma das últimas a ficar na sala. E esse medo é uma das coisas que mais me desagrada, por isso aguardo ansiosamente receber meu salário, que irá compensar todo esse temor e falta de tempo que estou tendo.
   Depois que começaram as aulas e estas funções todas do estágio, estou demorando muito para terminar o livro que estou lendo "Emma" da diva-inglesa-melhor-autora-da-humanidade Jane Austen, que é um fato que me envergonha muito, pois o livro é ótimo. E fazendo uma resenha parcial a respeito do romance, posso dizer que a cada dia me confundo mais em relação ao que pensar sobre a jovem Emma. Ela não é a pessoa mais legal e bondosa do mundo, mas tem seu lado bom. Seu pai hipocondríaco, não chega a ser um personagem marcante mas tem muito o que contribuir para as nossas reflexões cotidianas - em breve farei uma resenha sobre a obra, aguardem mais um pouquinho.
   E também está tudo bem corrido em relação ao grupo de jovens. Como agora estou chegando um pouco tarde na minha cidade, é bem provável que terei que mudar algumas tarefas que estava desempenhando. Não sei a reação que irá gerar para os demais membros da coordenação, mas a única argumentação que tenho é "eu preciso trabalhar para ajudar a minha família".
   Na faculdade está bem corrido - como era de se esperar  - como estou fazendo apenas disciplinas teóricas, estou repleta de trabalhos e livros para ler -  fiz e li pouquíssimos até agora - ou seja, estou tentando lidar com isso da melhor forma. Mas as dificuldades que estou tendo são principalmente com os homens: não suporto homens que queiram se achar mais inteligentes que as mulheres - PRESUNÇOSOS ESCROTOS!
   Estou extremamente irritadas com os homens de TI¹ que têm a presunção de faltar diversas aulas, se infiltrar em grupos de pessoas estudiosas - assim como eu - e depois do trabalho estar quase concluído querer modificar tudo, porque seu ego não permitiu que a ideia fosse idealizada por uma mulher. Garotas mandam! Idiota! Não queira se achar mais inteligente que nós, pois somos capazes de gerar crianças em nosso ventre.
   E sobre a vida amorosa ... Oh ... como eu não queria falar sobre ela, mas sou obrigada a falar. Depois de cinco anos de uma vida celibatária, sem ao menos olhar, pensar ou sequer cogitar gostar de alguém, eis que vem uma grande surpresa da senhora chamada Vida. Comecei a gostar de um garoto que tem cinco anos a menos do que eu. Não perguntem a minha idade ok?! Pois estou me sentindo pior do que a Bridget Jones em "Bridget Jones: Louca pelo garoto", mas ao contrário dela, não fiz NENHUMA, mas nenhuma questão de que isso acontece. Eu não pedi para me apaixonar, mas acho que estou me apaixonando. O que mais me incomoda é que eu sei que daqui a três meses, quando eu estiver convencida de que nada dará certo com ele, terei que excluir todas as minhas músicas do McFly, pois sei que todas irão me lembrar dele. Affs ... por que eu tenho que ligar minhas músicas as pessoas?
Mas se nada der certo ... continuarei no meu desafio dos 50 livros do século XX para ler antes de morrer - pesquisa no Google sobre este desafio, acho que irão gostar.
E para essa semana é isso meus caros leitores.

¹ - Tecnologia da Informação

"Bridget, nossa história termina aqui"

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Nestas férias acabei mergulhando de cabeça numa incessante busca por livros nos quais pudessem me divertir, fazer parte da minha lista de livros-que-agregam-ao-camarote e me distrair diante de um veraneio onde não saí de casa e virei praticamente uma vampira.
E entre estes downloads e aquisições de livros físicos, encontrei "Bridget Jones: Louca pelo garoto" que me fez pensar o seguinte: "ah, daquele filme que vi há uns anos atrás. Nem sabia que tinha livro" e então comecei a ler.
Como tudo na minha vida começa pelo avesso, realizando uma pesquisa, descobri que aquele era o terceiro livro da série e que eu estava embarcando numa história pelo fim - eu já estava na página vinte quando descobri isso. Então, acabei apagando da minha memória tudo que eu já havia lido até o momento e fui diretamente às origens lendo "O diário de Bridget Jones", em seguida "Bridget Jones: No limite da razão" e por fim, "Bridget Jones: Louca pelo garoto".
Foi a segunda vez na vida que leio uma trilogia, mas nesta ocasião houve um apego tão grande que foi difícil de ler a última página do terceiro livro e não dar um pequeno aperto no coração - um apertinho.
Por mais que a obra de Hellen Fielding não seja um clássico da literatura, são livros nos fazem rir, entender um pouco da personalidade das pessoas e acima de tudo encontrar alguma identificação com algum traço de Bridget.
Bridget Jones, uma espécie de heroína da era contemporânea relata em seu diário suas peripécias - palavra antiga, eu sei - suas desilusões, amores, relações familiares, trabalho, etc., mas tudo isso sendo tratado da forma Bridget-Jones-de-ser, ou seja, um tanto quanto inusitado.
Muitos dizem que a personagem de Bridget é capaz de captar um pouco da personalidade de cada mulher. E tenho plena certeza que sim, pois haviam momentos em que eu lia e pensava "Bridget você é a pessoa mais idiota do mundo!", mas havia outros em que eu dizia "Nossa! Me identifiquei pacas contigo, Bridget!", ou seja, ela é um verdadeiro redemoinho de intensos pensamentos e ações.

O diário de Bridget Jones - Conta as aventuras de Bridget no ano de 1997, onde ela acaba tendo um romance com seu chefe, chamado Daniel e nesse meio tempo ela conhece o nosso perfeito e cavalheiro Mark Darcy (o grande amor da vida de Bridget). Ela está com 35 anos nessa época e vive cercada de comentários grosseiros por parte de seus familiares - sim, aqueles tios chatos - que estavam sempre a perguntar porque Bridget estava solteira. Muitos dizem que este livro é uma releitura de "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen, por haver toda uma situação de diferença de classes sociais e personalidade entre Bridget e Mark Darcy, assim como Elizabeth Bennet e Mr. Darcy no romance de Austen - e foi por essa razão que conheci as obras da autora.

Bridget Jones: No Limite da Razão - Narra o ano posterior do primeiro livro, onde ela começa extremamente feliz por estar ao lado de Mark Darcy. Mas por uma série de mal entendidos e situações inusitadas culminam para que este casal se separe ao longo de um ano inteiro. Durante este ano Bridget se envolve incessantemente em seu trabalho, onde ela consegue através de seu amigo Tom, uma entrevista com Collin Firth - que inclusive interpreta Mark Darcy no filme e que também interpreta Mr. Darcy da série "Orgulho e Preconceito" - e foi uma das partes mais memoráveis do livro e que me fizeram considerá-lo o melhor das trilogia. Bridget também faz uma viagem com sua amiga e na volta, por engano, ela acaba sendo presa. Depois de toda esta confusão dentro de uma prisão, Mark Darcy consegue a liberação de Bridget da prisão - já que ele era advogado - e os dois se casam. Muitos dizem que esta obra é uma releitura de "Persuasão", também de Jane Austen.

Bridget Jones: Louca pelo garoto - (spoiler gingante) Todos que já conhecem os livros da Bridget, sabem muito bem o que acontece no terceiro livro e não precisa folhear muito para saber: Mark Darcy não está vivo. Nesta obra, Bridget já tem 50 anos e dois filhos: Billy e Mabel. Na história, ela tenta lidar com toda esta questão de viuvez, criar os filhos, sair da depressão e conhecer um novo amor. E eis que ela conhece um garoto - nem tão garoto, mas no livro todos o tratam assim - chamado Roxster, que tem 30 anos. A diferença de idade entre os dois no início do relacionamento não fazia importância. Mas foram passando os meses e Roxster realmente não se enxergava ao lado de Bridget no futuro e era reciproco. Nesse meio tempo nossa heroína está se inserindo no ramo cinematográfico fazendo um roteiro para um filme. Com o passar dos meses Bridget percebe que não precisava apenas de alguém que a amasse e que quisesse estar com ela, mas sim, alguém que estivesse disposto a amar seus filhos a estar presente com eles. E por fim ela se apaixona pela pessoa mais inesperada possível, mas não irei contar, porque mais um spoiler seria crueldade.

Amizades: Em todos os três livros tivemos a presença incessante dos fiéis escudeiros, amigos de todas as horas de Bridget. Em "O diário de Bridget Jones" encontramos intensa presença de Tom, Sharon e Jude. Em "Bridget Jones: No limite da razão", encontramos Magda, Jude e Sharon - Tom um pouco fora de cena. E em "Bridget Jones: Louca pelo Garoto" encontramos Jude, Tom, Thalita e Rebecca - sua vizinha.

De toda a trilogia, o que mais gostei foi "Bridget Jones; No limite da razão" e o que menos gostei foi "Bridget Jones: Louca pelo garoto " - pois  essa ideia do Mark morrer, não fui capaz de aceitar ainda e houveram momentos em que eu me emocionei, mas logo em seguida eu acabava rindo, pois ela sempre falava uma coisa maluca, após ter falado uma coisa séria.
Enfim, se você é uma pessoa que está procurando uma leitura pra se divertir, dar boas risadas, entender um pouco da vida urbana de Londres este é o livro ideal. Agora, se está interessado em uma leitura que é considerada um clássico, onde utiliza-se de uma linguagem mais rica e conte uma história mais envolvente, então recomendo a leitura dos livros da Jane Austen.

E agora só me resta esperar pelo filme "O Bebê de Bridget Jones" que é baseado nas histórias que Hellen Fielding publicava nos jornais.


Reféns de uma paixão

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Não achei romântico. 
 Ps. Eu estou há dias para postar esta resenha, porém acho extremamente ruim a forma como foi desenvolvida.

Todo o ano em um certo período o sinal do canais Telecine são abertos para aqueles clientes da TV acabo que não o possuem. E eu sou o tipo de pessoa que aproveita estas oportunidades para poder assistir ao máximo de filmes que eu posso.
Muitos dizem que sem pestanejar preferem assinar a site Netflix - que disponibiliza séries e filmes na Internet - do que ter TV por assinatura. Mas eu sou umas das poucas pessoas que discordam, pois eu prezo muito o fato de ligar a Televisão e assistir a um filme que jamais imaginei que iria gostar e que nunca tinha ouvido falar na vida. Aquele verdadeiro sentimento de que algo inesperado aconteceu, isto é que o move uma fã do cinema como eu.
Ontem, acabei assistindo a este filme: Reféns da Paixão e tive uma grande surpresa com a mudança de contexto repentina que ocorre na trama.
O longa começa mostrando a vida de uma mulher divorciada e seu filho que vive com ela -  não me perguntem o nome dos personagens, pois não fui capaz de gravar e estou sem disposição para procurá-los no momento - e as cenas narradas pelo garoto salientam o carinho que ele sente por sua mãe, que aparenta ser uma mulher das mais depressivas. Eis  que de repente eles vão ao supermercado e se deparam com um homem que estava com uma blusa repleta de manchas de sangue e tinha um aspecto demasiadamente suspeito.
No mercado, o homem diz ao menino que precisa de uma carona. Ele vai até a sua mãe juntamente com o homem e o mesmo ameaça a mulher dando a entender que faria um mal ao seu filho.
O homem acaba indo para a casa da mulher e do menino. Eles descobrem pelo noticiário que o homem era um assassino e havia fugido da cadeia. Durante aquele dia o homem mantém a mulher amarrada em uma cadeira dentro da casa.
Por enquanto, minha mãe e eu estávamos entrando naquele clima de ação e suspense pensando "o que vai acontecer com aquela pobre mulher e menino nas mãos daquele crápula?", porém a história dá uma tremenda reviravolta.
Os dias foram passando e o homem continuou na casa. Ele reformou várias coisas na casa, organizou as lenhas, o jardim, tudo aquilo que um chefe da casa deveria fazer, mas eles não tinham quem fizesse. A mulher começou a se apaixonar pelo assassino e ele por ela. O menino começou a ter um carinho por ele, inclusive o homem o ensinou a jogar beisebol.
Mas o medo era algo muito comum na rotina deles. A polícia estava-o procurando em todos os lados, eles viviam escondidos dentro de casa para que ninguém descobrisse o paradeiro do assassino.
Durante o filme aparecessem trechos da vida daquele homem quando era jovem e mostra como ocorreram os assassinatos. Na verdade, foi algo não intencional. Descobre-se ao longo da trama através de pequenos flashes de lembrança, que na verdade ocorreu um acidente no qual o homem empurra sua esposa - que havia traído-o - da escada e infelizmente ela morre e ao perceber que já havia passado um tempo ele volta até o banheiro da casa e vê que seu filho havia morrido afogado.
O homem acaba sendo encontrado pela polícia fica durante 15 anos preso e após este tempo ele reencontra a mulher que ainda havia esperanças de ter uma vida futura com aquele homem.
O menino acabou virando o Homem-Aranha - risos, porque era o mesmo ator da trilogia Homem-Aranha - e tinha uma espécie de confeitaria onde preparava bolos. Que inclusive ele aprendeu com este homem.
Se eu recomendo este filme? Mais ou menos. Não quero ser concisa e ser responsável por uma decepção por parte do telespectador.